sábado, 1 de fevereiro de 2014

Ascendendo L.E.D.s

Ascender é subir... E ascender um aeromodelo com LEDs embarcados e de forma controlável é muito bacana. Já temos alguns colegas aeromodelistas que estão iluminando os seus modelos e ligando e desligando o sistema de iluminação através de comando de rádio, geralmente em um canal extra, do rádio. Já passei esta dicas para vários amigos... Como a ideia fez sucesso, estou publicando-a... Em primeiro lugar, devemos saber que a iluminação de aeronaves, segue normas internacionais, que visam a SEGURANÇA e a ORIENTAÇÃO do voo. Os faróis frontais (LUZ BRANCA (LED BRANCO)), no nariz ou trem de pouso (dianteiro) é usado em manobras de TÁXI, DECOLAGENS, POUSOS e em outros deslocamentos no solo, mesmo de dia. Estes faróis também podem estar nas asas, entre a raiz e a metade das asas em geral. Nas pontas das asas encontramos luzes coloridas... Na ASA ESQUERDA, LUZ VERMELHA (LED VERMELHO). Na ASA DIREITA, LUZ VERDE (LED VERDE). OBS: Dica para não esquecer Vermelho é de (da) ESQUERDA, como o COMUNISMO, de esquerda e "os vermelhos" ... :o) Estas luzes servem de orientação, pois quando um piloto ou um observador qualquer, vê uma aeronave em sua direção e observa a luz vermelha a esquerda, isto significa que a aeronave está se afastando. Se a luz vermelha estivesse a direita, a aeronave estaria se aproximando. No caso de duas aeronaves na mesma rota e mesma altitude, as luzes diriam ao(s) piloto(s) se a outra aeronave vem na direção da sua ou se a sua aeronave é que se aproxima em maior velocidade. Em cima e no dorso da aeronave também tem LUZES VERMELHAS que PISCAM. Estas são as luzes ANTI-COLISÃO que por serem flashs fortes, alertam a proximidade das aeronaves. Colocamos LEDS VERMELHOS PISCA-PISCAS usados em bicicletas... As LUZES ANTI-COLISÃO também podem estar montadas nos lemes de direção. Estas são as principais, para montarmos em nossos modelos. Existem outras, para os mais detalhistas, facilmente encontráveis numa busca. Detalhes da eletrificação... Bom, já é nosso companheiro o servo HXT 900, de 9 gramas... seu pequeno tamanho e preço, é ideal para os elétricos. Não é muito comum, mas as vezes eles não aguentam os nossos maus tratos e quebram as engrenagens... Daí, é só desmontar um deles e aproveitar a plaquinha eletrônica. ( Dar o peixe é mais fácil que ensinar a pescar... Receber tudo pronto... normalmente só nos dá uma parte do prazer... ) Pegar um esquema prontinho e ligar os fios... sem entender o que se está fazendo, não nos permite encontrar algum erro cometido no caminho de uma montagem, SEJA ELA SIMPLES OU COMPLEXA... Então, em vez de passar um esquema pronto, passo as dicas de como entender o que acontece quando movemos o Stick no TX, de um lado para o outro... O que ocorre é que o movimento mecânico, é convertido em sinal elétrico e este modula uma portadora de sinal de rádio... esta modulação pode ser de diferentes maneiras, dependendo do modelo do rádio... Inicialmente era modulação AM, depois passou por FM, mudou de modulação para codificação... Mas o que chega no receptor, é demodulado ou decodificado e é entregue ao servo, um sinal de onda quadrada que varia (geralmente) de 1 a 2 milissegundos... A plaquinha do servo processa este sinal e coloca um sinal PWM nos terminais do motor do servo. Complicadinho, né? Mas nem tanto... Este sinal PWM é como uma chave que fica ligando e desligando os terminais do motor aos terminais da fonte de 5 volts que alimenta o RX e servos, proveniente do REGULADOR DE TENSÃO (VOLTAGEM) do ESC. Se esta ONDA QUADRADA (PWM) estiver bem quadradinha, o MOTOR do SERVO estará parado. Se variar para mais ou para menos, o SERVO se moverá... Interessante, né... Se ligarmos um circuito composto por um LED + um RESISTOR, no lugar do motor, veremos este LED acender e apagar, dependendo do ajuste do POTENCIÔMETRO do servo, o brilho irá oscilar... quando usamos o canal de Leme, por exemplo (com STICK e não CHAVE). Leia as informações, na figura abaixo e faça uns testes... É muito fácil de fazer, entender e aprender um pouco mais, sobre a ELETRÔNICA EMBARCADA de nossas AERONAVES R/C. Para quem não conhece o LED e o RESISTOR, na intimidade, ... ei-los. Então... para não derreter os LEDs, os resistores devem ter os seus valores corretos. Para quem não conhece... vou apresentar a "Lei de OHM" (resumidamente) "V" é a tensão, ou diferença de potencial, ou ainda mais fácil... a VOLTAGEM (em volts) da bateria que vamos usar para alimentar o circuito (LED e Resistor). Tenhamos em vista, que o LED tem uma tensão (ZENNER) característica. A diferença entre a tensão da bateria e o LED, ficará sobre o RESISTOR (que será calculado). O RESISTOR é um componente feito de material que "resiste" (dificulta) a passagem dos elétrons... (a CORRENTE). Esta corrente que é DEFINIDA pelo consumo do LED (neste caso), será de vinte milésimos de um amper (20mA)... (sem o H de hora que é usado na capacidade de corrente armazenada na bateria). Com a corrente que vai acender o LED (0,02A) e a tensão que sobra... 12,6volts (bateria carregada 3S) menos 3volts (do LED de alta intensidade) que é de 9,6 volts... (fica sobre o RESISTOR uma tensão de 9,6volts), podemos calcular o valor deste RESISTOR. Diz a "LEI DE OHM" que a intensidade da corrente (I) é o valor obtido pela divisão da tensão aplicada sobre o resistor. I = V / R... Então, V = R * I ou ... R= V / I Sendo assim... R= 9,6 / 0,02 = 480 ohms (OBS 1: lembre-se, para acender somente um LED de 3 volts em uma bateria 3S (12v), com uma corrente de 20mA, usa-se um resistor de 470ohms (valor comercial) e quaisquer outros valores tem que serem recalculados, mas está aí o cálculo). (OBS 2: No caso do servo, a tensão de saída nos fiozinhos do motor é de aproximadamente 5 volts e este é o valor da "fonte de energia" para os cálculos. ) RECALCULE... =) Colocando 4 circuitos ( de LEDs mais resistores de 100 Ohms ) em paralelo na plaquinha dos micro servos... ajusto para 20mA para cada circuito o que somam 80mA... o motor do servo deve puxar bem mais que isto quando trabalha perto de seu limite. Usando LEDs de alta eficiência, de 3 volts... e com 20mA fica bem forte. No Tucano de 1 metro que fiz para o colega Leandro, coloquei dois LEDs nas semi-asas (Verde e Vermelho) mais dois de farol dianteiro (brancos) como o que no trem dianteiro do verdadeiro (que ainda não tem). Link para download da Planilha LigaLED, que fiz, para quem preferir: http://www.4shared.com/document/GH_Zr7KV/LigaLed.html O sinal que vem do RX é um pulso que varia de 1 a 2 milésimos de segundo. Isto ocorre numa frequência de 20KHz. Este sinal é decodificado pela plaquinha que gera um sinal PWM de potência que controla o motor do servo (no caso). O que estamos fazendo é trocar o motor por LEDs (mais resistores limitadores de corrente). Se não tiver uma plaquinha do servo, podemos fazer um circuito que certamente vai ficar maior que a plaquinha do servo. Ou, podemos ligar direto em uma bateria 2S extra (para mais LEDs). Também podemos usar uma extensão em canal vago ou "Y" no conector entre o RX e o ESC, pois é o ESC com seu BEC que estará fornecendo os 5 volts. Dá pra ligar os LEDs, sem comando. (entre o vermelho e o preto (ou marrom)) Para calcular o Resistor, tem a planilha que eu fiz e o AME colocou em: http://www.4shared.com/document/GH_Zr7KV/LigaLed.html Quanto a potência do resistor, não precisamos nos preocupar, pois a corrente e a queda de tensão são muito baixas, logo, como o resistor mais comum é o de 1/2 watt, teremos uma boa folga. No caso, a queda de tensão sobre o resistor, multiplicada pela corrente que passa por ele (e pelo L.E.D.) resulta na potência sobre o resistor. Aumentamos em uns 20% para folga. Exemplo: Tensão = 5 volts. (vinda do B.E.C.) LED de 3 volts Sobre o resistor ficam 2 volts Corrente para acender o L.E.D. (escolhida) 20mA Valor do resistor = 2 / 0,02 = 100 ohms Potência = 2 volts x 0,02A = 0,04watt ( 1/25 watt )

Cálculo da Velocidade Teórica Atingível pelo Aeromodelo (PITCH SPEED)

Cálculo da Velocidade Teórica Atingível pelo Aeromodelo O movimento de uma hélice forma uma helicoide. A distância entre duas espirais desta helicoide (como as cristas de um parafuso) é definido como o passo da hélice (ou passo do parafuso helicoidal). Então, a cada volta de uma hélice, ela avança um passo (idealmente). Multiplicando-se esta distância percorrida pelas Rotações Por Minuto (RPM) da hélice, estaremos calculando a velocidade da hélice em polegadas por minuto (as medidas da hélice estão geralmente em polegadas). Convertendo para Km/h teremos a velocidade no formato que mais usamos.http://www.4shared.com/office/t5x26pA5/Pitch_Speed.html

B.E.C. (Battery Eliminator Circuit)

Algumas vezes necessitamos de um B.E.C. (Battery Eliminator Circuit) ou circuito eliminador de bateria extra. Normalmente em modelos grandes e acrobáticos. O B.E.C. vem da necessidade dos modelos GLOWs, de uma bateria para o RX e Servos. Nos primeiros elétricos tínhamos o PACK de baterias para o RX e Servos, mais o PACK de Potência para o motor (como nos GLOWs). Os E.S.C.s (atuais) tem B.E.C.s internos e eles vão de 1 a 5 amperes em geral. Quando colocamos um B.E.C. externo, esquecemo-nos de um detalhe que vou citar agora. Imaginem um B.E.C. de 5 amperes, com uns 2 amperes de folga, isto quer dizer, que os servos mais RX, vão puxar 3 amperes. Agora imaginem que este B.E.C. está ligado a nossa bateria de 10Ah de 6S, ou seja 25,2 volts (carregadinha). A tensão de saída do B.E.C. é de 5 volts e a de entrada de 25,2v... O B.E.C. é basicamente um regulador de tensão, logo sobre o regulador ficará a diferença entre a tensão de entrada e a tensão de saída, ou seja: 25,2 - 5 = 20,2 volts E sobre o regulador (série) passa a corrente que circula nos servos e RX, ou seja, 3 amperes. A potência dissipada (ou perdida sobre o regulador é o produto da tensão pela corrente... que é: 20,2 x 3 = 60,6 watts... Esta potência é perdida em forma de calor, somente para regular os 5 volts. Em casos de necessidade de B.E.C. externo, use sempre uma bateria de 2S ou 3S no máximo para alimentar o B.E.C., para não super-aquecê-lo e não desperdiçar energia vital para o vôo do seu modelo. ;) Fazendo um B.E.C. em casa... Podemos utilizar integrados reguladores para diversas correntes, facilmente encontrados no mercado. Ou retirar os reguladores 4910, de um E.S.C. queimado que tenha os reguladores ainda bons. No caso, podemos colocar reguladores em paralelo... Nos E.S.C.s, normalmente tem uns quatro 4910 (ou similar) em paralelos. Mas reforçando... Se não é um problema de peso, o acréscimo de mais 4 células NiMH, pode ser mais vantajoso colocar as 4 "pilhas" do que pagar caro por um B.E.C. (que é tão simples de se fazer em casa) e mais uma LiPo de 3S. Quem estiver fazendo um aero com bateria maior que 4S e/ou com muito consumo de eletrônica embarcada, o que é bem comum, lembre-se de sempre avaliar esta possibilidade. ... Atualmente já existem BECs que possuem uma fonte chaveada internamente e esta, permite que o BEC seja alimentado por tensões maiores (baterias acima de 4S). Estes, são conhecidos como UBECs. E o preço já caiu bastante, desde a elaboração deste artigo.

O Profundor e a sua função

O Profundor e a sua função Eu já comentei com alguns colegas, sobre o perfil dos profundores... Algumas plantas de aeromodelos estão erradas, intencionalmente ou não... o porquê, eu não posso afirmar. Ou o perfil do profundor está invertido, ou então o CG, não está indicado corretamente. A função (principal) do PROFUNDOR convencional, é elevar o nariz do avião, quando se puxa o comando de profundidade (para traz). Nesta condição de comando, o profundor, atua como o AEROFÓLIO dos carros de corrida, gerando DOWN FORCE, ou seja, puxando para baixo. No avião, o braço de alavanca formado pelo momento de cauda, eleva o nariz do avião. Down Force, é o inverso da Sustentação (LIFT) gerada por uma asa, então, o perfil de um profundor, deve ser invertido, se comparado com uma asa. Pense em um perfil Clark-Y de "cabeça pra cima", na asa e um outro similar, de "cabeça pra baixo", no profundor.
Respondendo ao Candidato a Iniciante, no Aeromodelismo Semanalmente recebo emails de iniciantes querendo dicas para comprar um modelinho XXX, que encontraram à venda na Internet, seja o ML, ou de alguma loja, ou de alguém que está se desfazendo do "seu modelo usado"... Perguntam também sobre defeitos ocorridos, ou o porquê, de muitos destes aviõezinhos ou helicópteros não voarem, ou não conseguirem fazer voar. Infelizmente, alguns vendedores, nem tem ideia do que estão vendendo, ou não são tão honestos como esperamos. Geralmente são modelos de categoria BRINQUEDO, que são anunciados como Aeromodelos Profissionais, ou como especiais para o INICIANTE, ... como se fossem modelos Treinadores, que qualquer um joga pra cima e ele sai voando... e que nunca vão quebrar, pois são muito resistentes. Em primeiro lugar, eu pergunto... "De onde você é, e qual é a tua idade?" Em segundo lugar, pergunto se o interessado já teve algum contato com um clube e aeromodelos de verdade. Comento algumas opções de modelos prontos que existem à venda, em lojas idôneas... E, então, recomendo: - Antes de sair gastando, primeiro procure aprender um pouco. Veja onde se voa e quem voa, na sua região. Existem muitos fóruns e grupos na Internet, com muita coisa importante pra aprender, sobre aeromodelismo. - Dar uma boa lida em um Fórum, como o AERS, por exemplo, que é o Fórum onde discutimos aeromodelismo, aqui no sul, com colegas de todo o mundo. - Se você não tem nenhum conhecimento, a chance de você comprar errado e botar dinheiro fora, é muito grande. Existem muitos malandros vendendo pela internet... Logo, você vai ter que saber direitinho, o que estará querendo comprar. - Comprar da China (HK, por exemplo), é bastante seguro... mas você deve saber exatamente o que está comprando, pois, senão, a chance de comprar errado é muito grande. - Começar com um elétrico, pode parecer muito mais simples... e é. Mas, sem um conhecimento básico, ou vai queimar o motor, ou o ESC, ou a bateria ou no pior dos casos, carregando a bateria erradamente, vai por fogo no carro ou em casa. No Aeromodelismo Elétrico, os componentes envolvidos, são para correntes bastante elevadas... em muitos casos superando em muito a corrente que passa nos fios de uma tomada da nossa casa... Para se ter uma noção... olhe no quandro de disjuntores da sua casa, quais são as correntes de cada um dos disjuntores. Geralmente são de 20, 25 e 40A (Amperes). Então, não compre nada, antes de aprender um pouco... - Hoje em dia, ter um cartão internacional, é relativamente fácil... vale apena... E, comprar na China, pode ser até mais seguro, do que comprar em algumas lojas brasileiras... infelizmente. Praticamente tudo o que eu tenho de aeromodelismo, comprei da China, ou de algum colega, ou diretamente. - Pra começar, ou você compra algo descartável, "tipo este modelinho que você perguntou", ou então começa devagar... aprendendo e montando o primeiro modelo... seja em KIT ou a partir da planta. Se você quer ser apenas piloto de aeromodelo, então compre um pronto. Porém, ser aeromodelista, é muito mais do que apenas pilotar. - Mas não tem jeito... tem que aprender o básico, pois aeromodelismo não é brinquedo, e pode causar estragos ou ferimentos muito sérios. - Infelizmente, no meio do aeromodelismo existem muitos "pescadores"... e o aeromodelismo elétrico trouxe muitos "entendidos" para as pistas e os parques. Então, não gaste dinheiro com o primeiro que sair lhe oferecendo barbadas... converse primeiro com todos os "especialistas" que encontrar, para então tirar conclusões. Abrindo um pouco mais os olhos do iniciante... O Aeromodelismo Elétrico, veio para agregar... Esta evolução, trouxe muita tecnologia, tanto para os modelos convencionais à combustão, como para os próprios elétricos, que começaram a aparecer no Brasil, em 1996, com a revista Escola de Aeromodelismo e Rádio Controle, apenas na teoria, pois não encontrávamos nada à venda nas lojas, para Aeromodelos Elétricos, senão, adaptações de Carrinhos ou Barcos Elétricos, como o meu primeiro motor de aeromodelo, o Mabushi RS540SH Boat (para barco). São avanços que não imaginávamos a 20 anos atrás, quando os carregadores começavam a receber processadores. Hoje, já é possível fazer uma aeromodelo que voa sozinho, com um piloto automático, em casa, e a um custo bem aceitável. Coisa que só se imaginava possível, pelos militares ou grandes universidades de pesquisa avançada. Mas, continuando, Aeromodelismo, não é Brinquedo. Não podemos pegar um aeromodelo qualquer, e invadir um parque. Aeromodelos podem voar facilmente acima dos 100Km/h. Logo, devemos voar apenas modelos da categoria Park Flyers, em parques que tenham uma área segura, para voarmos. Se o local não for o mais adequado, não devemos estar lá, sozinhos. No mínimo, devemos estar em um grupo, com amigos que possam nos auxiliar, quanto à entrada de uma ou mais pessoas (de qualquer idade), em nossa área de decolagem, voo e pouso. A maioria dos acidentes, poderiam não ocorrer, se quem estava "soltando aeromodelo" estivesse ciente do que é realmente aeromodelismo. Você sabe o estrago que um aparelho elétrico de sua casa pode fazer, se você por a mão no lugar errado, né? Só para citar, um destes pequenos Mixes de cozinha, que trituram gelo e moem café, são de apenas 300 watts de potência. Você não colocaria as suas mão nas lâminas girando, né? Os pequenos motores, que muitos utilizam em seus aeromodelos que voam em parques, são de 140 a mais de 400 watts. Com uma hélice APC, que é bastante dura, ALGUNS GIRAM A MAIS DE 20000 rotações por minuto. Uma furadeira normal, de 350 watts, gira apenas 2500 RPM.
Respondendo ao Candidato a Iniciante, no Aeromodelismo Semanalmente recebo emails de iniciantes querendo dicas para comprar um modelinho XXX, que encontraram à venda na Internet, seja o ML, ou de alguma loja, ou de alguém que está se desfazendo do "seu modelo usado"... Perguntam também sobre defeitos ocorridos, ou o porquê, de muitos destes aviõezinhos ou helicópteros não voarem, ou não conseguirem fazer voar. Infelizmente, alguns vendedores, nem tem ideia do que estão vendendo, ou não são tão honestos como esperamos. Geralmente são modelos de categoria BRINQUEDO, que são anunciados como Aeromodelos Profissionais, ou como especiais para o INICIANTE, ... como se fossem modelos Treinadores, que qualquer um joga pra cima e ele sai voando... e que nunca vão quebrar, pois são muito resistentes. Em primeiro lugar, eu pergunto... "De onde você é, e qual é a tua idade?" Em segundo lugar, pergunto se o interessado já teve algum contato com um clube e aeromodelos de verdade. Comento algumas opções de modelos prontos que existem à venda, em lojas idôneas... E, então, recomendo: - Antes de sair gastando, primeiro procure aprender um pouco. Veja onde se voa e quem voa, na sua região. Existem muitos fóruns e grupos na Internet, com muita coisa importante pra aprender, sobre aeromodelismo. - Dar uma boa lida em um Fórum, como o AERS, por exemplo, que é o Fórum onde discutimos aeromodelismo, aqui no sul, com colegas de todo o mundo. - Se você não tem nenhum conhecimento, a chance de você comprar errado e botar dinheiro fora, é muito grande. Existem muitos malandros vendendo pela internet... Logo, você vai ter que saber direitinho, o que estará querendo comprar. - Comprar da China (HK, por exemplo), é bastante seguro... mas você deve saber exatamente o que está comprando, pois, senão, a chance de comprar errado é muito grande. - Começar com um elétrico, pode parecer muito mais simples... e é. Mas, sem um conhecimento básico, ou vai queimar o motor, ou o ESC, ou a bateria ou no pior dos casos, carregando a bateria erradamente, vai por fogo no carro ou em casa. No Aeromodelismo Elétrico, os componentes envolvidos, são para correntes bastante elevadas... em muitos casos superando em muito a corrente que passa nos fios de uma tomada da nossa casa... Para se ter uma noção... olhe no quandro de disjuntores da sua casa, quais são as correntes de cada um dos disjuntores. Geralmente são de 20, 25 e 40A (Amperes). Então, não compre nada, antes de aprender um pouco... - Hoje em dia, ter um cartão internacional, é relativamente fácil... vale apena... E, comprar na China, pode ser até mais seguro, do que comprar em algumas lojas brasileiras... infelizmente. Praticamente tudo o que eu tenho de aeromodelismo, comprei da China, ou de algum colega, ou diretamente. - Pra começar, ou você compra algo descartável, "tipo este modelinho que você perguntou", ou então começa devagar... aprendendo e montando o primeiro modelo... seja em KIT ou a partir da planta. Se você quer ser apenas piloto de aeromodelo, então compre um pronto. Porém, ser aeromodelista, é muito mais do que apenas pilotar. - Mas não tem jeito... tem que aprender o básico, pois aeromodelismo não é brinquedo, e pode causar estragos ou ferimentos muito sérios. - Infelizmente, no meio do aeromodelismo existem muitos "pescadores"... e o aeromodelismo elétrico trouxe muitos "entendidos" para as pistas e os parques. Então, não gaste dinheiro com o primeiro que sair lhe oferecendo barbadas... converse primeiro com todos os "especialistas" que encontrar, para então tirar conclusões. Abrindo um pouco mais os olhos do iniciante... O Aeromodelismo Elétrico, veio para agregar... Esta evolução, trouxe muita tecnologia, tanto para os modelos convencionais à combustão, como para os próprios elétricos, que começaram a aparecer no Brasil, em 1996, com a revista Escola de Aeromodelismo e Rádio Controle, apenas na teoria, pois não encontrávamos nada à venda nas lojas, para Aeromodelos Elétricos, senão, adaptações de Carrinhos ou Barcos Elétricos, como o meu primeiro motor de aeromodelo, o Mabushi RS540SH Boat (para barco). São avanços que não imaginávamos a 20 anos atrás, quando os carregadores começavam a receber processadores. Hoje, já é possível fazer uma aeromodelo que voa sozinho, com um piloto automático, em casa, e a um custo bem aceitável. Coisa que só se imaginava possível, pelos militares ou grandes universidades de pesquisa avançada. Mas, continuando, Aeromodelismo, não é Brinquedo. Não podemos pegar um aeromodelo qualquer, e invadir um parque. Aeromodelos podem voar facilmente acima dos 100Km/h. Logo, devemos voar apenas modelos da categoria Park Flyers, em parques que tenham uma área segura, para voarmos. Se o local não for o mais adequado, não devemos estar lá, sozinhos. No mínimo, devemos estar em um grupo, com amigos que possam nos auxiliar, quanto à entrada de uma ou mais pessoas (de qualquer idade), em nossa área de decolagem, voo e pouso. A maioria dos acidentes, poderiam não ocorrer, se quem estava "soltando aeromodelo" estivesse ciente do que é realmente aeromodelismo. Você sabe o estrago que um aparelho elétrico de sua casa pode fazer, se você por a mão no lugar errado, né? Só para citar, um destes pequenos Mixes de cozinha, que trituram gelo e moem café, são de apenas 300 watts de potência. Você não colocaria as suas mão nas lâminas girando, né? Os pequenos motores, que muitos utilizam em seus aeromodelos que voam em parques, são de 140 a mais de 400 watts. Com uma hélice APC, que é bastante dura, ALGUNS GIRAM A MAIS DE 20000 rotações por minuto. Uma furadeira normal, de 350 watts, gira apenas 2500 RPM.

Entenda a cor do que o motor cospe!

Entenda a cor do que o motor cospe! Primeiro, vamos esclarecer uma dúvida muito comum: Tárcio Minervino, de Itabuna, BA, pergunta se o uso de after run é aconselhável para seu BE 55. Sim! O uso de after run é aconselhável para qualquer tipo de motor a combustão, seja qual for o combustível. Vamos, então, ao que podemos entender sobre a cor do resíduo do escape. O comentário a seguir refere-se aos motores O.S. BE (Bioetanol), mas vale também para motores glow convencionais, que usam combustível a base se metanol. A mistura padrão O.S. Bioethanol é bastante simples: etanol anidro (99,5%) + 13% de óleo de rícino PA ("para análise, 99,9% de pureza) e aditivos descarbonizante, antioxidante, antiespumante e corante. O resíduo na saída do escape dos motores O.S. BE, com combustível padrão, deve ser apenas avermelhado em razão do corante. Geralmente, os combustíveis glow convencionais, a base de metanol, também usam corantes (verde, vermelho, laranja etc.), de modo que o resíduo do escape deve ter a mesma coloração. Mas nunca negro! Se houver resíduo negro isso pode indicar problemas no motor, não no combustível. É mito associar a cor negra ao lubrificante, pois em condições normais, para todos os tipos de combustíveis glow, esse ingrediente não é queimado dentro da câmara de combustão. Aliás, o lubrificante não é queimado simplesmente porque ele tem uma temperatura de inflamação SEMPRE muito abaixo da temperatura em vigor na câmara de combustão. Isso porque o lubrificante tem um duplo papel: além de lubrificar, ele é responsável pela transferência de calor para fora do motor. Ou seja, ele é o sistema de arrefecimento dos motores glow. Então, se o resíduo do escape sai negro, algo anormal está acontecendo no motor, nunca no lubrificante. Acompanhe com as fotos e compare com o que você vê no seu motor, seja ele BE ou glow convencional, a metanol: Na primeira foto, o resíduo é o que sai do escape com o motor em funcionamento em condições normais. Para conferir, coloque um pedaço de papel-toalha ou papel higiênico perto da saída do escape e deixe o resíduo espirrar e se acumular no papel. Na segunda foto, o resíduo é o que pinga do escape após o funcionamento (vire a boca do escape sobre o papel e deixe pingar). Essas são as condições normais. Mas há pelo menos uma situação em que é normal o resíduo sair mais escuro, tendendo a enegrecido: nos primeiros dois ou três voos após um período de uma ou mais semanas em que o motor fica parado SEM que tenha sido escoado o combustível remanescente e SEM que tenha sido usado óleo after run para proteção, o descarbonizante do combustível atuará como elemento de limpeza e o resíduo no escape sairá mais escuro. Um pouco mais enegrecido no primeiro voo, depois cada vez mais claro até encontrar a coloração normal. Dois ou três voos geralmente bastam para que o resíduo volte para a condição normal mostrada acima. O que não é normal é a persistência do resíduo demasiado enegrecido, principalmente aquele "preto-carvão" em que se vê, inclusive, algo como um pó negro em meio ao óleo. Veja a terceira foto. Amplie para examinar os detalhes. A foto mostra duas manchas: à esquerda, a de um resíduo bastante enegrecido, que pinga do escape após o funcionamento do motor. À direita está o resíduo normal, como os das fotos anteriores. O resíduo negro pode ser um problema e suas causas podem ser as seguintes (e isto vale para qualquer motor glow): 1 - O motor está funcionando superaquecido em razão de regulagem demasiado pobre, o que tende a carbonizar as impurezas aspiradas com o ar. 2 - O motor foi posto a funcionar em regime de voo sem o devido amaciamento; 3 - O escape pode estar vibrando em razão de os parafusos estarem frouxos (a fricção entre o escape e a boca de saída do motor produz o resíduo negro); 4 - A base da biela e/ou o eixo de manivela do girabrequim estão roçando na tampa traseira do cárter. Isso geralmente acontece quando a gente abre essa tampa e se esquece de recolocar o anel de vedação; 5 - Os rolamentos podem estar sendo "lixados", seja por desgaste natural das esferas, seja pela entrada de poeira e sujeira pela boca do carburador. Neste caso, é importante levar em conta que mesmo a poeira impalpável tem uma extraordinária capacidade abrasiva. Se o motor é novo e parecem improváveis as hipóteses 2, 3, 4 e 5, resta suspeitar da hipótese 1 (mistura demasiado pobre). Então, não custa lembrar as Dicas Mais Importantes dos Motores BE: 1 - Regule a máxima RPM dentro da faixa de rotação indicada pelo manual, seja qual for a hélice! 2 - O som "apitado" da máxima RPM é mais grave do que nos motores glow convencionais, a metanol. Use tacômetro até acostumar seu ouvido a perceber a máxima RPM do BE.

informações e Dicas

1º - Interferências: Por mais que se tente, com a tecnologia atual, não é possivel evitar as interferências, seja no mundo civil ou militar ...