quarta-feira, 26 de março de 2014

Airborne RC Indicadores da bateria

SEGURO barato ou falsa sensação de segurança ? Que idéia brilhante ... um pouco de calibre eletrônico que irá dizer-lhe o quanto a carga restante na bateria que alimenta o seu receptor e servos . Indicador de bateria Hextronic Em vez de adivinhar se a bateria tem carga suficiente para mais um vôo, o que se poderia realmente ver o quanto a capacidade permanece ? Mesmo melhor, o que se esse indicador era capaz de ser visto e lido à distância, para que você possa verificar de vez em quando , ao fazer uma baixa passar para baixo da linha de vôo Bem essa é a teoria ... o que é a realidade ? Talvez o mais comum desses indicadores de bateria é a unidade pouco inteligente vendido sob um número de diferentes marcas e que consiste de uma matriz de LEDs luminosos , um switch para escolher entre 4.8V e 6.0V , e de execução curto para ligar a sua receptor. Quando algo assim é vendido por menos de US $ 4, eu tenho que admitir que eu não estava esperando muito , especialmente desde que outras unidades carregam um preço de até cinco vezes esse montante. Qualidade de construção Enquanto o circuito de bordo básico é bastante sólida e razoavelmente bem construído , graças à utilização de componentes montados em superfície subminiature , a pequena mudança em várias das unidades testadas era intermitente - não é bom . As unidades vêm com fita de espuma dupla face já afixada à superfície da volta tornando-os fáceis de instalar na maioria dos modelos , mas difíceis de remover , uma vez equipada. O cabo fornecido é provavelmente o suficiente para a maioria das instalações de longo abundância e está equipado com um conector universal ( JR / Hitec / Airtronics ), que deve se adaptar a qualquer sistema padrão de RC . Quão bem isso funciona? Obviamente o que você realmente quer saber sobre isso é se realmente posso te dizer como cobrados suas baterias são . Eu testei várias unidades , aplicando uma tensão regulada variável para as unidades e observando em que ponto as diferentes LEDs iluminados. Aqui está o que eu descobri ... Interruptor vermelho Lo Green Hi VERDE 6.0V 5.75V 5.84V 6.11V 4.8V 4.70V 4.82V 5.29V Então o que isso significa? Bem, olha como se o indicador de bateria Hextronic / TowerPro seria um indicador bastante preciso de nicad mais moderno ou baterias de níquel-hidreto de metal. O que foi uma surpresa no entanto , é o facto de o nível de baixa verde para o pacote de 4.8V é ainda mais elevada do que a tensão " nominal " de 4,8 V , enquanto que o nível baixo - verde para o pacote de 6V é realmente bem sob 6V . Na prática , isso pode ser uma coisa boa, uma vez que um pacote de 5 células tem mais tensão headroom reserva de qualquer maneira assim é menos provável de produzir um blecaute ou receptor reinicialização do que uma de 4 células de qualquer maneira . O veredicto ... Então, são essas coisas que realmente vale a pena o valor insignificante do custo , ou que eles poderiam levá-lo a ter apenas um vôo demais , porque você ainda está "no verde " ? configuração de teste Com base na amostra analisada , parece que a tensão "RED " ainda é bastante conservadora alto o que torna improvável que eles vão superestimar sua capacidade restante . No entanto, a maneira mais eficaz para ter certeza de que você não está indo para executar suas baterias plano é usar um carregador moderno / ciclador para medir a capacidade remanescente uma vez que os LEDs vermelhos começam a brilhar. A experiência indica que a maioria dos meus modelos de 40 porte consumir qualquer coisa de 80 - 140mAh por voo por isso fiquei satisfeito por ver que a luz vermelha em um dos meus modelos realmente me deixou suficiente para dois voos seguros , porque não havia de fato algum 350mAh restante em o pacote . Por conta própria, esses dispositivos não são uma garantia contra a esgotar-se de energia da bateria , mas eles são uma excelente lembrete e uma advertência contra qualquer outro problema que possa causar suas baterias para mergulhar de forma inesperada. E, além disso , eles parecem bem legal , especialmente se você montá-los dentro do cockpit de um modelo, de modo que eles são visíveis através das janelas. Além dos interruptores esquisito , o indicador de tensão Hextronic / TowerPro recebe um sinal de positivo

simuladores de voo

Simuladores de voo para aeromodelos Nunca antes um simulador esteve tão em evidência quanto agora. A idéia de se pilotar ou pelo menos simular o vôo daquele avião tão lindo e maravilhoso do nosso sonho e do de todo piloto de aeromodelo, finalmente tornou-se realidade através dessa, que parece ser a nova febre do momento em todo o mundo. Qualquer pessoa mesmo que leiga em aeromodelismo, se impressiona ao passar os olhos na tela e ver que as imagens são reais e que só falta o modelo sair voando do computador! E para quem sente a pilotagem nos dedos, a sensação impressiona ainda mais. Hoje falarei sobre o “Aerofly Professional Deluxe”, considerado atualmente o top de linha dos simuladores para aeromodelismo e criado e produzido no país da cerveja (Alemanha oras!). A primeira vez agente nunca esquece… Eu já havia experimentado diversos simuladores gratuitos como o FMS e inclusive um bem antigo que se chamava AIRM, este sem gráfico algum, todo de fundo preto com os obstáculos do cenário e até os aviões feitos de linhas em branco. Já havia experimentado até então, há uns 5 ou 6 anos atrás o importado de uma marca muito conhecida internacionalmente. Mas a grande maioria me causava a mesma impressão: de que simulador de aeromodelos resumia-se unicamente numa pista cinza, cercada de verde que os criadores juravam ser grama, algumas árvores que pareciam mais pirâmides do Egito, só que verdes e o céu azul, tudo com reações de vôo completamente irreais. Onde quase sempre o pobre do piloto se sentia voando num verdadeiro desenho animado, estilo “Pica-pau” e “Zeca Urubu”! Desde o seu surgimento, o Aerofly sempre me despertou enorme cobiça em experimentá-lo, mas o sonho custava, muitas vezes, mais que o nosso próprio equipamento de RC. Na época, eu consegui o programa com um colega de pista que tinha o cd e utilizava uma interface serial, pois havia perdido a original. Quanto ao cabo, pedi que um amigo eletrônico fizesse um para mim. Por se utilizar uma interface serial (na época quase não existia a USB), algumas mudanças durante a instalação e configuração da máquina foram necessárias, inclusive um programinha que faz com que a entrada serial da CPU, trabalhe corretamente e “entenda” e reconheça o que o rádio está passando para o computador. No inicio apanhei na instalação por não ter seguido corretamente as instruções que me passaram, por isso tive que refazer todas as etapas. Mas depois vi que não era tão difícil assim, bastando seguir fielmente as instruções sem ignorar nada. Na primeira vez que iniciei a tela de pilotagem, o modelo estava todo descalibrado e com o leme todo defletido para um só lado. Depois de calibrar corretamente, pude experimentar de fato o tão almejado simulador. Com os primeiros toques nos comandos do rádio já pude ver que não se tratava de qualquer simulador e me impressionei com a fidelidade e grafismo do Aerofly. A grande maioria dos cenários foram feitos com fotos reais montadas lado a lado e numa espécie de esfera ou redoma infinita em torno do piloto. Todos esses cenários fotográficos, foram feitos utilizando a paisagem real da pista ou do clube existente, não há nada desenhado nesses cenários e sim tudo fotografado e montado, reproduzindo fielmente os clubes que existem de verdade em diversos países. Todas as superfícies de comando são totalmente operacionais e suas deflexões proporcionais aos comandos dados no rádio. Logo observei também que as funções do rádio também funcionavam, tais como os dual-rates, exponenciais, trimagem e todo o resto das mixagens. Era como pilotar um aeromodelo de verdade, só que olhando para o computador! É impressionante como tudo nesse simulador foi pensado de forma a se parecer o mais próximo possível da realidade. Até no taxiamento do modelo percebe-se a irregularidade do terreno, isto é, em pistas de grama, o avião balança mais, característica peculiar desse tipo de pista. Ou mesmo nas de asfalto onde o modelo desliza sem solavancos, mas quando ele sai da pista pelas laterais de grama, é nítido o desnível e a diferença de solo, que o avião sofre. Uma coisa que me deixou muito surpreso foi com relação à flexibilidade do trem de pouso em alguns aviões. Dependendo do avião (não são todos que assim o fazem) e no momento do pouso, o trem de pouso se flexiona devido ao peso do avião. Nos aviões acrobáticos de grande potência é possível sentir o contra-torque do motor, quando damos toda a potência para sair de um torque-roll ou mesmo na corrida para decolar. Também ocorrem outros fenômenos como pilonar o avião no pouso ou então fechar as asas de um planador, treinador ou de um avião escala, em pleno vôo quando abusamos demais de sua velocidade limite e o pomos em descida vertical e cabrando logo em seguida.Também é nítida em alguns aviões, principalmente nos planadores, a flexão que a asa sofre quando puxamos um looping, por exemplo. As asas descrevem uma flexão considerável nos mostrando que a manobra exigiu muito da estrutura. Isso é muito útil ao iniciante para aprender e conhecer os limites de cada avião e saber respeitá-los na hora da verdade. A qualidade do som também é ótima. Nos planadores e em outros aviões é possível até ouvir o vento soar com a passagem do modelo em alta velocidade. O som também é fiel quanto ao tipo de motor, como por exemplo, o som de um motor a gasolina de 150cc na marcha lenta ou mesmo de um jato ou um avião militar escala com motor de 4 tempos. Além da fumaça, também há muitos outros recursos opcionais, como intensidade e direção do vento, turbulência, térmicas e inclusive um recurso que parece ser uma espécie de gerador de interferências que quando acionado, as superfícies de comando movem-se bruscamente por alguns milésimos de segundo causando a impressão de que o modelo está com interferência. Achei interessante, mas pouco útil. Existem opções para se voar com uma linha que marca todo o trajeto feito pelo aeromodelo, ou balões que devem ser estourados pelo mesmo e outras ”tarefas” para se melhorar a técnica de pilotagem e tornar o aeromodelista mais hábil ao vôo de precisão (pelo menos no simulador!). Também é possível mudar a posição da câmera e várias outras mudanças de textura como a cor e intensidade da fumaça como, por exemplo, para amarelo, vermelho ou qualquer outra cor desejada e também dá para escolher se o modelo terá brilho ou será fosco no acabamento. Há janelas opcionais que trazem informações referentes ao vôo, como a direção, velocidade, altura e até as rotações do(s) motor(es) do modelo, mas pessoalmente não recomendo, já que na vida real não temos essas informações quando pilotamos os nossos aeromodelos. Quanto aos helicópteros, são muito gostosos de voar, há vários que já vêm com o Aerofly e muitos outros que se pode puxar da internet. Embora eu não pratique, os helicópteros sempre me despertaram grande interesse por serem máquinas fabulosas e altamente complexas. Para quem nunca voou helicópteros de verdade, voar no simulador é extremamente empolgante e ajuda consideravelmente a ganhar certa noção sobre o vôo e as técnicas de pilotagem. Mas o forte do Aerofly mesmo são os aviões. Os helicópteros parecem ter uma participação meio tímida em meio a qualidade geral do programa. Mais tarde, pude experimentar a interface USB. A instalação é, sem dúvida, mais fácil. Quanto à performance e velocidade, francamente não percebi diferença alguma. Cheguei a ligar a USB e logo em seguida a Serial para testar, e realmente não percebi qualquer diferença na pilotagem ou sequer na velocidade de reprodução dos gráficos. O que muitas vezes pode atrapalhar a velocidade de reprodução do Aerofly, sobretudo se a máquina não for das mais modernas, é a fumaça. Há uma opção para regulagem da quantidade da fumaça que se colocada no limite, causa interrupções intermitentes, principalmente quando o avião está voando perto, mas isso independe do tipo de interface, por isso não se deve exagerar na fumaça. Nada de super máquinas! O Aerofly não exige nenhum equipamento extraordinário para rodar. Hoje em dia a informática já evoluiu tanto, que podemos dizer que um computador de “média gama” já é o suficiente para rodar com recursos de sobra o simulador. Mas também convenhamos que, o Aerofly não vai nem rodar em máquinas jurássicas! Portanto se você tiver uma máquina do tempo em que o disquete de 3” 1/2 era o que tinha de mais moderno, pode esquecer! Os requisitos mínimos do sistema são: - Pentium ou Athlon com pelo menos 1giga de processador - 128MB de memória Ram - 1 giga de espaço livre no HD - Placa de vídeo com no mínimo 64MB - Windows 98SE/ME/2000/XP - Placa Mãe com entrada serial ou USB Num simulador como o Aerofly, o que mais importa para uma boa performance sem dúvida alguma, são a placa de vídeo e a memória. Quanto a entrada, vai depender do cabo que se irá utilizar. De qualquer forma é necessário uma entrada Serial ou USB. Quanto ao rádio, nada de requisitos especiais, entretanto, ele precisa ter a entrada trainer e obviamente o cabo deve possuir o conector compatível com essa entrada. Em rádios que possuem módulo de emissão, é recomendável retirá-lo durante o uso, visto que com a antena abaixada, o módulo esquenta tanto que pode chegar a queimar. Se só usar cristal de freqüência, também recomendo retirar para o uso no simulador, assim ele não ficará emitindo sinais de rádio-frequência à toa e a bateria irá durar um maior tempo. E para concluir…. Bem, até hoje afirmo que o Aerofly superou todas as minhas expectativas e em minha opinião, não há nenhum outro similar a altura, ou melhor e mais moderno no mercado atual. É claro que também não podemos substituir a prática do vôo real do nosso aeromodelo pelo vôo simulado e acreditar que é a mesma coisa, pois não é e nunca será. São prazeres e emoções completamente diferentes. Até porque, no simulador não seria possível simular as diferentes condições do clima, como pressão atmosférica, umidade do ar, temperatura, altitude da região e muitos outros fatores que influenciam diretamente no vôo de qualquer aeromodelo ou aeronave real. E mesmo em situações inesperadas que só ocorrem na vida real, tais como uma rajada de vento cruzado na cabeceira da pista ou mesmo um Flutter de uma superfície de comando ou a parada do motor no momento mais crítico possível do vôo. No entanto, os simuladores ainda são a melhor opção para ajudar a quem está começando no hobby, ou mesmo para quem já pilota e quer esquentar os dedos para o fim de semana, naqueles dias chuvosos que não podemos pilotar, ou ainda para dar uma distraída na hora do almoço no escritório ou quando chegamos do trabalho ao final de um dia longo e cansativo! E você ainda não experimentou, o que está esperando!? Garanto que não se arrependerá! Um grande abraço e bons vôos !

Para quem não entende nada de aeromodelismo elétrico. As primeiras noções

Esse artigo é para quem não entende nada de aeromodelismo e está se dispondo a iniciar a prática do hobby. Vamos dividir o assunto em oito partes: aeromodelo, motor, speed control, bateria, carregador de bateria, conectores, rádio e acessórios. Antes, porém, vamos esclarecer duas indagações bastante frequentes de pessoas interessadas em iniciar-se no aeromodelismo: qual a distância que o transmissor mantém o avião sobre controle e qual a velocidade do aeromodelo? O rádio mantém o controle do aeromodelo a uma distância de até 2.000 metros (mas há rádios diversos no mercado que operam com distância menores, o que não é problema pois que normalmente não se voa com o aeromodelo a uma distância maior que 400 metros). Em outras palavras, o aeromodelo é capaz de alcançar e atravessar as nuvens. Quanto a velocidade, os aviões elétricos para iniciantes (trainers) atinge velocidade um pouco superiores a 70 km/h. Os mais velozes são os jatos que ultrapassam os 400 km/h. Os aeromodelos podem ser asa alta, asa média ou asa baixa. As asas podem ser simétricas ou assimétricas. Pode ser grandes ou pequenos. Com a fuselagem construída depron, em madeira balsa, compensado ou fibra de vidro. Com a asa feita com nervuras de balsa (estrutural) ou com isopor chapeado. Os motores são de variadas potências, desde os de menos de 100 watts até os de mais de 1.000 watts (watts = volts x ampéres). Atualmente os motores elétricos mais usados são os chamados brushless, o que significa que não possuem escovas. Isso confere a eles menos perda de energia, melhor aproveitamento da carga da bateria, são motores mais eficientes. Os rádios são constituídos pelo conjunto transmissor, receptor, cristais, servos e baterias do transmissor e do receptor. Possuem de dois a dez canais e são de frequência FM, PCM ou sistema 2.4. Confuso, não é? Pois bem, vamos examinar esse palavreado todo e ao final veremos que a coisa é bastante simples. O Aeromodelo Aeromodelos asa alta são aqueles cuja asa fica acima da fuselagem. Pelo fato de possuírem a tendência de ficarem “em pé” quando se larga todos os comandos são os mais recomendados para quem quer se iniciar no aeromodelismo, muito embora, como explicaremos adiante, não basta o avião ser asa alta para ser um bom trainer (aeromodelo treinador para iniciantes), é necessário que possua mais algumas características. Asas simétricas são aquelas cujo bordo inferior possui o mesmo perfil do bordo superior, ou seja, quando essa asa é vista de lado (em um corte transversal), o perfil do bordo debaixo é igual ao do bordo de cima. Com esse perfil a asa puxa para cima com a mesma força que puxa para baixo e por essa razão é a asa utilizada e aeromodelos (e aviões reais) acrobáticos e aqueles feitos para andar em altas velocidades. Asas assimétricas são aquelas em que a curvatura (o perfil) em cima é distinta da curvatura em baixo. Ou a parte de cima tem mais curvatura ou a de cima possui curvatura e a parte de baixo é completamente reta. A asa assimétrica é a asa ideal para o aeromodelo trainer. Isso pela razão de que essa asa possui grande sustentação possibilitando assim o vôo bem lento, o vôo ideal para quem está iniciando. Você sabe porque esse tipo de asa possui mais sustentação? Bom, aí entramos em uma das noções mais básicas e elementares da teoria aerodinâmica. A explicação do porque a asas voam. Explicando rapidamente e para não teorizar muito (esse assunto é examinado na Lição Perfis de Asa em http://www.hobbys.com.br/licoes.htm ): como a asa é curva em cima as moléculas de ar que passam por cima da asa se distanciam mais que as que passam por baixo da asa (porque o caminho percorrido por elas é maior, as de cima fazem uma curva e as de baixo passam reto ou por uma curva menor) e assim acontecendo, a pressão do ar em cima da asa é menor (o ar possui menos massa porque as moléculas estão mais distantes) que a pressão embaixo da asa. Essa diferença de pressão faz com que a asa seja puxada para cima, por isso ela voa e por isso esse tipo de asa sustenta muito mais que outros tipos. Quanto ao tamanho os aeromodelos podem ser de diversos tamanhos. Há os indoor, bem pequenos, com menos de 100 gramas de peso total (incluindo motor, bateria, etc…), que são apropriados para voar dentro de ginásios, onde não há qualquer vento. A seguir vem os Slowflyers e os Parkflyers. São aeromodelos que chegam até 500 gramas. Os Slowflyers são aeromodelos para vôo bem lento. Normalmente é acoplada um sistema de Redução no motor para reduzir o giro da hélice. Os mais comuns e os mais populares no aeromodelismo elétrico são os chamados Parkflyers. A primeira razão da popularidade dos Parkflyers está em que dá para voar com eles em parques (desde que não haja pessoas debaixo desses aviões, pois que dependendo de seu peso e velocidade eles também podem oferecer riscos). A segunda, é principal razão, é que eles são os mais baratos. Aeromodelos pequenos exigem motores mínimos, micro-servos, tudo mínimo, e esse material custa caro. Aeromodelos elétricos grandes, com mais de 500 ou 600 gramas também são bem mais caros pois que exigem motores mais potentes, baterias maiores, etc… Quando se trata de comprar um aeromodelo grande, os aeromodelos movidos com motor a combustão acabam saindo bem mais em conta. Em um futuro próximo isso mudará, pois que a tendência mundial é a de cada vez mais utilizar-se a eletricidade como energia. No setor dos elétricos há também os chamados aeromodelos Shockflyers. São aeromodelos dotados de motores mais potentes que os Parkflyers e que se prestam para todo o tipo de acrobacia. Não são necessariamente grandes ou pesado, posto que podem ser inclusive construídos com depron (material semelhante ao isopor). Aeromodelo indoor. A fuselagem dos aeromodelos pode ser construída com depron, varetas de balsa, com uma lâmina de compensado (bem fina no caso dos elétricos). A fibra de vidro não tem sido utilizada nos elétricos por ser pesada (isso também mudará com o tempo). Os aeromodelos construídos em depron e em varetas de balsa (estruturais) são os mais leves. Os construídos com finas lâminas de compensado nas laterais da fuselagem são um pouco mais pesados. Seja qual for o método de construção, não há aeromodelo que após um tombo e algumas quebras não possa ser todo ele reconstruído (e aqui uma diferença fundamental desses aeromodelos ditos “profissionais” em relação aos aeromodelos do tipo “brinquedo”, esses últimos aeromodelinhos importados muito baratos, mas que acabam custando muito caros, pois diante da menor pancada eles não tem volta, nem no que diz respeito ao aeromodelo propriamente dito nem no que diz respeito a seus componentes eletrônicos que não possuem peças de reposição no mercado). Alberto Motta e um Kit em Depron Os aeromodelos construídos com a asa de nervuras de balsa precisam ser necessariamente entelados (recobertos com um material plástico que pode ser vinil ou plástico termo-adesivo importado). Os construídos em depron não precisam ser entelados. No caso deles, entelar ou não é apenas questão de estética. Imagem da estrutura de um aeromodelo com fuselagem de compensado e asa nervurada. A asa pode ser feita com nervuras de balsa (asa estrutural) ou com isopor. Qual o tipo de construção que se recomenda ao iniciante? Qualquer tipo. O importante é que o aeromodelo seja leve, possibilitando assim o vôo a baixa velocidade. O aeromodelo que recomendamos é ou EletricTrainer (clique) ou o Ugly Stick (clique) . Por várias razões: (1) possuem bastante sustentação, possibilitando assim o vôo lento; (2) diante de quedas podem ser facilmente consertados com cola (3) possuem todas peças de reposição; (4) damos toda a assessoria tanto para a construção do kit como para a instalação do motor, speed, bateria e rádio; (5) os aeromodelos tem diversas imagens e fotos explicativas disponíveis na Net; (6) custa menos da metade do preço dos importados; (7) a razão de planeio e sustentação deles é praticamente imbatível. O motor Os motores atuais utilizados em aeromodelismo elétricos são Brushless, ou seja, não possuem escovas. São motores muito eficientes e que perdem muito pouco energia, poupando dessa maneira a carga da bateria. Componentes de um aeromodelo elétrico A Potência do motor elétrico é medida em Watts. Potência (Watts) é igual a Tensão (Volts) multiplicada pela Corrente (Amperagem). Você vai precisar decorar a fórmula abaixo, ou nunca progredirá em seus conhecimentos de aeromodelismo elétrico: WATTS = VOLTS X AMPERES Dessa forma, um motor de 120 Watts significa que ele é capaz de operar com 10 Volts e com 12 Ampéres. Essa é a potência máxima dele. Não quer dizer, que pouco acelerado, ele não possa ficar operando com 10 Volts e apenas 6 ou menos. Da fórmula acima resultam duas outras: VOLTS = WATTS / AMPERES AMPERES = WATTS / VOLTS Vejamos como são importantes essas fórmulas. Você tem a informação de que seu motor tem 100 Watts de potência. Você vai utilizar ele com um Pack de baterias de 11 Volts. Você precisa determinar quantos Ampéres ele vai gastar usando máxima aceleração. Ora: AMPÉRES = WATTS / VOLTS, logo, AMPÉRES = 100/11 = 9,09 Amperes Se ele vai gastar 9,09 Amperes você já tem um dado importantíssimo para determinar com quantos Ampéres/h deverá ser a bateria necessária para ele. As vezes o motor não informa quantos Watts tem, mas diz qual sua Amperagem. A voltagem você já saberá (conforme ensinaremos adiante) e daí, com a fórmula, você poderá calcular quantos Watts tem o motor. E por que é importante descobrir quantos Watts tem um motor? Porque você precisa saber se um motor serve para um aeromodelo determinado. Como regra geral, o cálculo é o seguinte: para aeromodelos treinadores você precisa de 20 Watts para cada 100 gramas. Se seu aeromodelo treinador possuir 400 gramas (com tudo nele, bateria, motor, receptor, servos, etc…), ele precisará de um motor de 80 Watts. Aeromodelos Slowflyers precisam de menos Watts para cada 100 gramas, uns 15 Watts digamos. Já o aeromodelo esporte, acrobático ou para vôos mais rápidos precisa de uns 25 Watts para cada 100 gramas. Aeromodelos 3-D (aqueles para fazer Torque-Roll) necessitam de até 30 ou 40 Watts por 100 gramas. Do Manual do Ugly Stick: Coloque o adaptador de hélice no eixo do motor. Aperte os dois parafusos. Coloque o elástico preso aos parafusos superior e inferior. Introduza a hélice entre os elásticos até seu centro chegar no eixo do motor. A finalidade deste adaptador e deste elástico é a de que na aterrisagem o hélice não quebre batendo na chão. Ver o Manual na página: http://www.hobbys.com.br/manual_ugly.htm Com que motor se deve iniciar? Recomendamos um motor na faixa dos 100 Watts, o qual será suficiente para um treinador Parkflyer na faixa de umas 400 ou 500 gramas. O Speed, a bateria e os servos para esse motor são os mais baratos e quem está iniciando não deve entrar gastando muito, pois que pode a vir a não gostar do hobby. Vamos deixar os Slowflyers, Shockflyers e os aeromodelos maiores para uma segunda fase. Inicia-se pelo que sai mais em conta. Quanto às fórmulas acima que enunciamos, se você não entendeu elas ainda completamente, isso é perfeitamente normal, pois que é seu primeiro contato com o aeromodelismo elétrico. Vamos com calma, após ler todo esse texto, pense com calma sobre elas, aos poucos você vai entender. Na verdade você só vai entender elas completamente e tê-las gravadas depois que estiver praticando o aeromodelismo. Absorve-se os conhecimentos de aeromodelismo aos poucos, não só com a teoria, mas sempre com a complementação da prática. Outra medida relativa aos motores são os KV. Um motor 1300 KV significa que seu eixo gira 1300 voltas por minuto por cada volt. Motores com menos de 1000 KV são utilizados em Slowflyers. Com 1000 a 1500 KV em Parkflyers. Com mais de 2.000 KV em aeromodelos Pylon. Com mais de 3.000 KV em helicópteros. Quanto maior a rotação do motor, menor deve ser o comprimento do hélice. Para o caso de conversão do glow para elétricos, veja as duas tabelas abaixo, colaboração , verdadeira bíblia do aeromodelismo elétrico no Brasil: ======================================================================================================= Glow 2t Peso Área C. Allar Potência Estator kv LiPO Motores elétricos (g) (m2) (g/dm2) (W) ======================================================================================================= 0.049 500 18 27 125 2210 1200 3s Emax 2210, KD 22-10 TP 2410, AXI 2212 0.10 800 22 36 200 2215 1100 3s Emax 2215-20, KD 22-15, AXI 2217 0.15 1000 24 42 275 2810 1000 3s Emax 2810, TR 35-30, TP 2908, AXI 2808 0.20 1400 29 48 350 2815 900 3s Emax 2815, TR 35-36, TP 2915, AXI 2814 0.25 1600 32 50 400 2820 900 3s Emax 2820, TR 35-42, AXI 2820 0.32 1800 35 51 450 2820 900 4s Emax 2820, TR 35-42, AXI 2820 0.40 2000 37 54 500 2826 850 4s Emax 2826, TR 35-48, AXI 2826 0.46 2500 42 57 625 3520 700 5s TR 42-50, TP 3520, AXI 3520 0.52 2800 46 60 700 4020 600 5s TR 50-55, TP 4120, KD 50-12S, AXI 4120 0.60 3300 52 63 825 4020 500 6s Emax 4020, TR 50-55, TP 4120, AXI 4120 0.90 4200 64 68 1050 4030 400 8s Emax 4030, TR 50-65, TP 4130, AXI 4130 1.20 5600 76 74 1400 5320 280 9s Emax 5335, TR 50-65, HXT 63-64, AXI 5320 1.60 7000 80 87 1750 5330 230 10s Emax 5335, HXT 63-64, AXI 5330 2.20 9000 90 100 2250 5345 180 11s TR 80-100, AXI 5345 3.00 12000 100 120 3000 7055 130 12s TR 80-100, AXI 5360 ======================================================================================================= Configurações testadas: ===================================================================================================== Motor Bateria Hélice Consumo Potência Rotação Velocidade Empuxo (mAh) (A) (W) (rpm) (km/h) (kg) ===================================================================================================== Glow 0.25 2t ===================================================================================================== Emax 2820-07 920kv LiPO 4s 2500 APC 10 x 5E 27 400 11100 85 1.7 Emax 2820-07 920kv LiFE 4s 2300 APC 12 x 6E 34 370 7900 72 1.7 TR 35-42 1000kv LiPO 3s 3000 TR 10 x 7 35 380 – - - AXI 2826/12 LiPO 3S APC 12 x 8E 29 300 – - - MT W35 C2 LiPO 3S APC 9 x 6E 33 350 – - - MT-W35-D3 LiPO 3S 4270 APC 10 X 8E 39 420 10600 – - ===================================================================================================== Glow 0.40 2t ===================================================================================================== TR SK 3548 1100kv A123 4s 4600 APC 11 x 7E 47 550 9600 100 1.9 TR SK 3548 900kv A123 5s 2300 APC 12 x 6E 40 580 9100 83 2.2 TR 4250 700kv A123 5s 2300 APC 12 x 8E 39 566 8400 102 2.0 AXI 2826-12 LiPO 4s APC 11 x 5,5E 43 620 – - - MT W35 E2 LiPO 4s APC 11 x 5,5E 43 620 – - - Emax 2820-07 920kv LiPO 4s 2500 APC 11 x 5,5E 40 560 10500 88 2.0 Hyperion Z3025-08 LiPo 4S 4100 MA 10 X 6 40 560 13000 – - ===================================================================================================== Glow 0.46 2t ===================================================================================================== TP 3520-6 700kv LiPO 5s 4000 10,5 x 7 – - – - - TP 3520-7 600kv A123 6s 2300 APC 12 x 6E 31 560 9700 87 2.7 TR 42-60 500kv A123 7s 2300 APC 12 x 6E 25 500 8900 82 2.1 TR eD 4030 380kv A123 8s 2300 APC 13 x 8E 20 500 7800 94 2.2 KD 50-12s 620kv A123 6s 2300 APC 12 x 8E 35 609 9000 110 2.2 TR 50-55 400kv A123 7s 2300 APC 12 x 8E 32 580 8600 105 2.1 ===================================================================================================== Glow 0.52 2t ===================================================================================================== TR 42-60 500kv A123 7s 2300 APC 13 x 6,5E 34 690 8100 80 2.2 TR 50-55 400kv LiPO 6s 3200 APC 14 x 7st 30 680 – - - TR 50-55 400kv A123 7s 2300 APC 14 x 7E 37 740 8000 85 2.5 KD 50-12s 620kv A123 6s 2300 APC 13 x 6,5E 38 650 8600 85 2.5 TR SK 4260 A123 6s 2300 APC 13 x 6.5E 37 662 8500 85 2.4 ===================================================================================================== Glow 0.60 2t ===================================================================================================== Hyperion Z4020-08 LiPO 4S 5000 MA 11 X 6 60 840 12000 – - Hyperion Z4020-08 LiPO 4S 4450 JXF 11 X 8 62 870 11600 – - Rimfire 42-60-800 LiPO 4S 4450 MA 12 X 8Tri 57 800 8500 – - TR SK 4260 500kv A123 7s 2300 APC 12 x 6E 37 792 10200 94 2.8 ===================================================================================================== Glow 0.90 2t ===================================================================================================== TR 50-55 400kv LiPO 6s APC 13 x 10E 43 930 – - - MT W50 F2 LiPO 6s APC 12 x 8E 48 1000 – - - MT W50 F2 LiPO 6S APC 13 x 6,5E 54 1100 – - - MT W50 F2 LiPO 6S APC 12 x 10E 58 1200 – - - TR eD 4030 380kv A123 10s 2300 APC 13 x 8E 30 900 9000 110 3.1 TR SK 4260 500kv A123 7s 2300 APC 13 x 6,5E 49 1000 9500 94 3.0 ===================================================================================================== Glow 1.20 2t / 26cc gas ===================================================================================================== AXI 5320/28 LiPO 10s APC 18 x 12 58 2000 – - - ===================================================================================================== Conversões glow/elétrico: O Speed Control Três fios saem do motor brushless (ele é trifásico) e são conectados ao Speed Control. Dois fios vem da Bateria e são conectados ao Speed Control. Três pequenos fiozinhos emendados uns nos outros saem do Speed Control e são conectados no canal 3 do Receptor. Veja, o Speed é o cérebro do aeromodelo. O negócio é simples e funciona assim: a bateria envia carga para o Speed. Parte dessa carga o Speed envia para o motor. Outra parte envia para o receptor. O receptor, por sua vez, envia mensagens ao Speed ordenando que este acelere ou desacelere o motor. Então, o Speed, além de funcionar como um acelerador (nos aeromodelos a combustão essa função é exercida por um servo) ele é um distribuidor de energia elétrica. O receptor não precisa de uma bateria própria só para ele (o que importaria em mais peso no aeromodelo). O Speed divide a energia entre o motor e o receptor. Para o receptor, o Speed envia 4,8 Volts e para o motor envia ou 7,4 Volts ou 11, Volts (isso vai variar em função de se tratar de um Pack de baterias de duas ou três células, mas isso veremos adiante). Essa atribuição do Speed de distribuir diferentes Tensões (Volts) entre o motor e o receptor chama-se função BEC. Do Manual do Ugly Stick: Conecte o fio que sai do servo do leme no canal 1 do receptor e o que sai do servo do profundor no canal 2. Observe como ficou o esquema geral: - os três fios que saem do motor conectam os três fios do Speed - os dois fios que saem do Speed conectam os dois fios da bateria - o fio tríplice que sai do Speed conecta o canal 3 do receptor (esse fio alimenta com energia o receptor e ao mesmo tempo transmite mensagens ao acelerador do speed) - o fio que sai do servo do leme está conectado ao canal 1 do receptor - o fio que sai do servo do profundor está conectado ao canal 2 do receptor Do Manual do Ugly Stick: Veja como fica tudo dentro da fuselagem do aeromodelo. A bateria vai na frente para fazer peso. O CG (Centro de Gravidade), com essa distribuição, deverá ficar na asa a 1/3 contando do bordo de ataque para o bordo de fuga, ou seja, deverá ficar na parte mais espessa da asa. Uma outra função que a grande maioria dos Speeds dispõe, mesmo os mais simples, é a função AUTO-CUT-OFF. Imagina que você está com seu aeromodelo lá no auto e termina a carga da bateria. O que acontece? O motor pára de funcionar e o aeromodelo não obedece mais aos comandos? Errado. O motor pára de funcionar, certo, mas você ainda terá os comandos do aeromodelo (leme, profundor e ailerons) e poderá vir com o motor desligado tranquilamente planando para o pouso. É que o sistema AUTO-CUT-OFF do Speed quando percebe que a carga da bateria está em níveis baixos, ele corta o fornecimento de carga para o motor, mantendo o envio de carga para o receptor e controles do aeromodelo. Perspicaz o menino, não acha? Outro conhecimento importante a propósito dos Speed: um motor que consome de 8 a 15 A precisa de um Speed de 20 A. Um motor que consome entre 5 e 8 A precisa de um Speed de 10 A. É preciso dar uma folga. O Speed deve ter a capacidade suficiente para fornecer a energia reclamada pelo motor. A Bateria Voltagem é tensão, amperagem é corrente e amperagem/hora é carga. Comparando com um aeromodelo movido com motor a combustão, a voltagem é a altura do tanque em relação ao carburador (quanto mais alto o tanque, mais gasolina será empurrada para o motor), a amperagem é o diâmetro da mangueira que sai do tanque e abastece o carburador (quanto maior o diâmetro mais pode passar combustível) e carga é o tamanho do tanque (quanto maior o tanque mais tempo o aeromodelo vai voar). Conhecer alguns princípios da bateria é fundamental para a prática do aeromodelismo elétrico. A bateria é na verdade um pack de baterias, um conjunto de células. As baterias mais difundidas atualmente no aeromodelismo elétrico são as de Polímero de Lítio (LiPo). Estão superadas as baterias de Níquel-Cádmio e as de Níquel-hidreto (NiMh). Cada célula LiPo tem uma voltagem nominal (voltagem média) de 3,7 Volts. Média porque quando completamente carregada essa voltagem chega a 4,2 Volts e quando com pouca carga (o motor prestes a parar) estão com algo em torno de 3,2 Volts. Esse tipo de célula não se pode nunca deixar baixar de 2,8 Volts, sob pena de reduzir sua vida útil (os Speeds cortam o fornecimento de carga para o motor quanto a voltagem da célula chega a 3 volts aproximadamente). Ligando em série duas células de LiPo (Pack de duas células muito utilizado em pequenos aeromodelos) teremos um Pack de 7,4 Volts. Esse tipo de Pack chama-se Bateria 2S. Se ligarmos em série três células de LiPo (Pack de três células, o mais difundido entre os aeromodelos elétricos) teremos um Pack de 11,1 Volts. Esse tipo de Pack chama-se Pack ou Bateria 3S. Portanto, voando com células LiPo, dá para se afirmar, a grosso modo, que seu aeromodelo vai voar ou com um Pack de 7,4 Volts ou com um Pack de 11,1 Volts. Disse a grosso modo porque a maioria dos aeromodelos atuais estão voando com esses packs, o que não exclui a existência de packs com mais células e, portanto, mais voltagem. A carga de uma bateria se quantifica em Ah, vale dizer, em ampere/hora. Uma bateria de 1 Ah quer dizer que ela tem a capacidade de fornecer 1 Ampere (1000 miliamperes) durante uma hora. O que não exclui a possibilidade desta mesma bateria de fornecer fornecer 2 Amperes durante 30 minutos. Ou 4 Amperes durante 15 minutos. Ou 8 amperes durante 7 minutos e meio. Quando se fala em capacidade ou melhor, de carga de bateria, se diz Ampere por hora, ou , Ah. Já quando se fala em consumo do motor se fala em Amperes apenas, ou A. A bateria tem tantos Amperes/hora, já o motor consome tantos Amperes. E, registre, 1 Ampere é igual a mil miliamperes. Logo, 0,5 Amperes é igual a 500 miliamperes. 0,3 Amperes é igual a 300 miliamperes. Outra noção importante a esclarecer diz respeito à Taxa de Descarga. O fato de uma bateria de LiPo ser de 2 Amperes/hora não significa que ela só possa ficar constantemente fornecendo 2 Amperes durante uma hora. Ela pode fornecer mais que dois Amperes (mas daí, claro, ela não vai durar uma hora). Portanto, Taxa de Descarga é o quanto a bateria pode fornecer em Amperes. Encontra-se escrito nas especificações das baterias: 10C ou 20C. 10C significa que a bateria é capaz de liberar 10 vezes a sua corrente. Dessa forma, uma bateria de 1 Ah do tipo 10C é capaz de liberar 10 Amperes. Outro exemplo: uma bateria 1 Ah 20C é capaz de liberar 20 A. Mais um: uma bateria 2 AH 20C é capaz de liberar 40 A. Uma bateria bem cuidada pode ser carregada e utilizada centenas de vezes. Como essas baterias podem ser carregadas na bateria de 12 volts da caixa de campo (ou do automóvel, como o fazem alguns mais imprudentes), com um motor de 100 watts no aeromodelo e dois packs de 1Ah é diversão para um dia inteiro. Com três ou quatro baterias você não pára de voar o dia todo. Cada Pack vai demorar pouco mais de uma hora para carregar e o aeromodelo pode voar de 10 a 30 minutos com cada carga (vai depender muito da aceleração que se imprimir ao motor). Muito cuidado com as baterias de LiPo. Elas podem explodir ou incendiar. Veremos adiante. Vamos colocar agora um problema para você resolver. Você tem no seu aeromodelo um motor de 100 Watts. Tem nele um Pack de 3 células de LiPo (3S) com 1 Ah 10C. Pergunta-se e responde-se? 1º. – Seu motor vai operar com que voltagem? Ora, cada célula tem 3,7 volts. Três células tem um total de 11,1 volts. 2º. – Voando com uma boa aceleração de motor quantos Amperes ele vai consumir? Watts = Volts x Amperes. Logo, Amperes = Watts / Volts = 100 / 11,1 = 9,01 Amperes. 3o. – Essa bateria está capacitada a fornecer a amperagem reclamada pelo motor? Sim. Ela é 10C. Logo ele é capaz de fornecer 1 A x 10 = 10 A 4º. – Voando assim sempre com boa aceleração quanto tempo vai durar a bateria? A fórmula é a seguinte: X minutos = 60 minutos x Ah da bateria A do motor X minutos = 60 minutos x 1 Ah = 6,66 minutos 9 A Se não quiser usar a fórmula acima, raciocine assim: gastando 1 ampere a bateria dura 1 hora, gastando 2 A dura 30 minutos, gastando 4 A dura 15 minutos e gastando 8 A dura 7,5 minutos. Gastando 9 A dura um pouco menos que 7,5 minutos, vale dizer, os mesmos 6,66 minutos da fórmula acima. 5º – E se voar com bem pouca aceleração quanto tempo irá durar a bateria? Se o aeromodelo for bem leve, tiver boa sustentação, pouco arrasto, com motor de boa marca, não tiver muito vento e voar com pouca aceleração é possível reduzir o consumo do motor para uns 2 ou 3 A. Daí é só fazer o cálculo utilizando a fórmula acima. O vôo será de 20 a 30 minutos. Se tiver térmicas (bolhas ascendentes de ar quente), o consumo do motor será melhor e o aeromodelo poderá voar 40 minutos ou até mais. Carregador de bateria Para que a bateria seja carregada é indispensável que o nível da Tensão (voltagem) fornecida pelo carregador seja superior ao nível máximo de Tensão da bateria. Como os carregadores são feitos para ligar nas baterias de 12 Volts das caixas de campo, eles tem a capacidade de aumentar essa voltagem. A bateria de LiPo pode ser carregada no máximo com 1C (C é a velocidade de carga). Isso significa, que uma bateria de 1000 mAh receberá uma corrente de 1000 mAh. Não pode ser carregada a 1,2 C (1200 mAh) ou a 2C (2000 mAh), sob pena de inutilizar a bateria. O recomendável é sempre carregar baterias de LiPo com no máximo 0,7 C. Dessa maneira, uma bateria de 1000 mAh deverá ser carregada com uma corrente de 700 mAh. Vai demorar mais de uma hora para carregar a bateria. C em uma bateria de 1200 mAh é igual a 840 mA. Numa de 1500 mAh é igual a 1050 mA. Numa de 2100 mAh é igual a 1470mA. Não se pode ultrapassar o tempo de carga da bateria sob pena de inutilizar a bateria. A maioria dos carregadores são inteligentes (Peak Charger). Eles percebem quando a bateria já chegou a seu limite de carga e param automaticamente de carregar. Já no caso dos carregadores lineares, que não tem essa sensibilidade, é preciso cronometrar o tempo de carga. Primeiro se descarrega a bateria. A seguir se calcula o tempo de carga: tempo de carga = 1000 Ah da bateria x 60 minutos / 700 miliamperes = 85 minutos. Outra maneira de determinar se a bateria de LiPo está carregada é medindo a sua voltagem. O nível máximo de voltagem por célula de LiPo é de 4,2 volts. O risco de explosão das baterias LiPo é evitado utilizando-se carregadores inteligentes de boa procedência, guardando-as em local onde não haja peças de metal que possam estabelecer um curto circuíto na bateria, carregar no máximo a 0,7 C (e quanto mais lento que isso tanto melhor), carregar a bateria longe de materiais que possam pegar fogo, não carregar a bateria com excesso de tensão, configurar corretamente o carregador durante o processo de carga. O rádio Interessante que se tenha, ainda, um rápida idéia dos componentes e do funcionamento do rádio. Ao contrário do que se possa pensar, o rádio não é apenas aquela caixinha que se segura com as mãos. O rádio é um conjunto de equipamentos composto pelo transmissor (a tal caixinha), o receptor (que vai dentro do aeromodelo), as baterias do transmissor e do receptor e os servos. vamos na ordem do comando: puxando o stick do rádio para um lado, o transmissor emite uma ordem que é recebida pelo receptor que se encontra de dentro de aeromodelo. Esse receptor é alimentado, através do speed control, por uma bateria recarregável que se encontra também dentro do aeromodelo. O receptor, recebendo a mensagem a decodifica e a transforma em um impulso elétrico que sai através de fios para o servo. O servo transforma aquele impulso elétrico em um movimento. Esse movimento do braço (cruzeta) do servo é repassado aos comandos do aeromodelo (leme, profundor, aelerons, flaps, trem de pouso) através de varetas de fibra (pushroads). A mensagem recebida relativa à aceleração é transmitida em vez de para um servo, para o speed control que repassa ao motor. Tanto a bateria do transmissor como do receptor/motor são recarregáveis. Nos aeromodelos elétricos a mesma bateria que alimenta o motor é a que alimenta o receptor, sendo o Speed Control o componente responsável por distribuir a corrente elétrica entre o receptor e o motor. Os rádios 4 canais possuem 2 sticks. O da esquerda com os movimentos laterais controla o leme e com o movimento para frente e para trás comanda o acelerados. O stick da direita, com os movimentos laterais (direita e esquerda) controla os aelerons das asas e com o movimento para frente e para trás comanda o profundor (puxando o avião sobe e empurrando o avião desce). Os aeromodelos podem dispensar os ailerons, desde que a asa tenha um bom diedro (ângulo em V entre as duas meia asas). Neste caso, transfere-se o comando do leme para o Stick da direita, o qual originalmente é o Stick dos ailerons. Junto aos sticks (em baixo e ao lado deles) tem uma pecinhas móveis. São os trimers. Servem para trimar os comandos, ou seja, regular os comandos (fazer o ajuste fino). Explicando: se tirarmos o dedo de cima do stick direito, o mesmo (em razão das molas) ficará bem centrado e o avião deverá (com o stick centrado) voar sem desviar para cima ou para baixo. Se com o stick centrado o avião estiver com tendência de picar (baixar o nariz) durante o vôo, a solução é trimá-lo, ou seja, baixa-se um pouco o trimer que fica ao lado do stick. Cada comando (acelerador, leme, profundor e aelerons) possui seu próprio trimer, daí porque no rádio 4 canais são quatro trimers ao todo. No rádio há também a entrada para o fio que vem do carregador de bateria e a entrada para o cabo trainer. Esse cabo tem por finalidade ligar o transmissor do aluno ao transmissor do instrutor. O controle é passado de um transmissor para outro apertando um botão que fica na frente em cima a esquerda do transmissor. É também na entrada do cabo trainer que se pluga o cabo para conectar o transmissor ao computador e praticar a pilotagem com um simulador de vôo Os rádios podem ser FM, PCM ou sistema 2.4. Os rádios FM e PCM possuem cristais e funcionam em canais determinados. Já o 2.4 funciona em diversas frequências ao mesmo tempo. Tem sido a preferência dos aeromodelistas ultimamente. Por final recomendamos que conheça nossos EletricTrainer (clique para ver o modelo) e o Ugly Stick (clique para o ver o modelo), os aeromodelos elétricos que recomendamos para iniciação nessa modalidade. Eles possuem Manual detalhado de montagem do kit, instalação do motor, rádio e acessórios. Montando o kit e fazendo as instalações todas pessoalmente você terá dado os primeiros passos para o ingresso no modelismo elétrico. Dicas diversas O ângulo correto do diedro da asa: Chama-se diedro o ângulo entre as duas meia-asas. Aeromodelos com ailerons dispensam o diedro (a asa pode ser toda ela reta). Aeromodelos sem aileron precisam ter um bom diedro, sob pena de o leme não produzir efeito para dobrar o aeromodelo. Quanto maior o diedro, maior será a eficiência do leme. Voar com um aeromodelo sem ailerons e sem diedro ou com muito pouco diedro é queda certo, pois que fica muito difícil fazer curvas com o aeromodelo. Em vez de falar em ângulo de diedro vamos falar em centímetros. Coloque a asa sobre uma mesa. Sobre uma das meia-asa coloque um peso qualquer para que ela fique assentada sobre a mesa. Agora, meça 60 cm a partir do do centro da asa em direção a ponta da meia-asa que está suspensa. Nos exatos 60 cm de distância a contar do centro da asa a altura da asa em relação a mesa deve ser de no máximo 12 cm se o aeromodelo possuir ailerons. Se não possuir, essa altura deverá ser de NO MÍNIMO (importante para que o leme atue) 12 cm e no máximo 16 cm. Distância entre receptores e posição das antenas: Em rádios que possuem dois receptores (e duas antenas) coloque um receptor distante do outro. As antenas devem ter um ângulo de 90 graus uma em relação a outra. Isso dará maior alcance ao rádio. Conectando o carregador a bateria: Há o mau costume de carregar a bateria sobre o motor do automóvel. Há riscos, pois que a bateria de LiPo pode explodir e incendiar. O correto é ter uma extensão para a bateria colocando-a distante do motor. Veja como é feita a conexão: o carregador é plugado (fios positivo e negativo) na bateria do automóvel. Os quatro fios da bateria (fios de carga) são plugados no carregador. Os dois fios da bateria que saem para o Speed Control também são plugadas ao carregador. Vale a pena investir em um bom carregador e que ao mesmo tempo em que carregue faça o balanceamento das baterias (balancear é carregar de forma a que todas as células atinjam a mesma voltagem). Forma correta de prender os elásticos da asa: Não se deve limitar a passar os elásticos que prendem a asa em X. Eles devem ficar também em paralelo, pois que nessa posição dão mais resistência a asa. Os elásticos em X servem para prender o elásticos em paralelo para que eles não escapem. Quatro elásticos em paralelo e dois em X é suficiente para aeromodelos com menos de 500 gramas. Servos dos ailerons: Nas imagens, além do servo aparecem LEDS (luzes para vôo noturno). Em pequenos aeromodelos é mais prático colocar um servo para cada aileron. Um fio sai do receptor e chega em uma extensão Y, de onde saem dois fios, um para cada servo. Medindo a voltagem das células: O voltímetro é barato e extremamente útil. De forma indireta, sabendo a voltagem obtêm-se uma boa idéia da amperagem da bateria. Se a célula de LiPo estiver com 4,2 Volts é porque ela está com a Amperagem plena. Se estiver com 3 Volts é porque está com a carga no fim.Coloque o voltímetro no DCV 20 (não no 200 como mostrado na imagem acima). Coloque a ponta vermelha do Voltímetro sobre a conexão do fio vermelho e a ponta preta sobre a conexão do fio preto. O Voltímetro informará com quantos Volts está o Pack de bateria (a soma da Voltagem das células). Se forem três células e der 12,6 Voltz é porque o Pack está carregado. Para guardar uma bateria por mais tempo (tipo um mês ou mais), o ideal é deixá-la com meia-carga, algo entre 11 e 11,5 Volts se for uma Pack de 3 células. CUIDADO: SE AS PONTAS SE TOCAREM DURANTE ESSA OPERAÇÃO A BATERIA ENTRARÁ EM CURTO E PODERÁ FICAR INUTILIZADA E ATÉ EXPLODIR OU INCENDIAR. Agora mantendo a ponta vermelha no fio vermelho coloque a ponta preta no fio azul (ao lado). Você terá a voltagem de uma das células. Se estiver com 4,2 Volts está carregada. Se estiver com algo próximo de 3 Volts está descarregada). Agora coloque a ponta vermelha no fio azul e a ponta preta no fio amarelo (ao lado). Você terá a voltagem de outra célula. Agora coloque a ponta vermelha no fio amarelo e a ponta preta no fio preto (ao lado). Você terá a voltagem da terceira célula. Quando sua bateria não prestar mais não jogue fora em qualquer lugar. Entregue numa dessas lojas que vendem baterias para celulares. Essas baterias jogadas em qualquer local são altamente danosas ao meio ambiente. Firmando a bateria no interior da fuselagem: Uma maneira simples de firmar a bateria dentro da fuselagem é prensando ela com espuma. Posição dos servos do leme e do profundor: Nada impede que os servos do leme e do profundor sejam instalados na própria fuselagem. O peso a ré dos servos poderá ser compensado pelo peso da bateria colocada mais a frente.

Aeromodelismo rc,dicas para iniciantes

O Aeromodelo O aeromodelo mais adequado para os primeiros vôos deverá ser bastante estável, resistente, com carga alar adequada, simples e é claro; fácil de voar. Hoje temos à disposição os modelos treinadores “RTF” (Prontos-para-voar) que são o máximo de praticidade e facilidade para quem quer aprender à voar. Estes modelos são completos com o sistema de rádio e motor instalados, o principiante não precisa se preocupar com a instalação destes componentes. A montagem dos RTF é muito rápida e simples. Utilizando o conceito RTF o Alpha 40 DSM2 RTF” (HAN 4400) da Hangar 9, tem como características principais sua grande estabilidade e a tranquilidade que a velocidade de seu vôo confere ao iniciante. É um treinador completo com rádio Spektrum DX5e 2.4GHz, praticamente livre de interferências, e o motor Evolution Power System já instalados. O motor Evolution Trainer Power System utiliza uma hélice tripá que modera a velocidade e aumenta a tração do modelo além de contribuir para a diminuição de ruído dando mais tranquilidade ao principiante. O equipamento de rádio Spektrum DX5e já vem instalado com servos standard. Dentre os “quase pronto para voar” (ARF em inglês), ou seja, modelos já entelados mas com um pouco mais de componentes a serem montados e que necessitam da aquisição e instalação do rádio e do motor, estão o Solo Star (HAN 2055), Solo Sport (HAN 2065), a versão ARF do Arrow o “Arrow .40 Semi-Simétrico Trainer ARF” (HAN 2625) e o famoso treinador “Avistar” (HCAA 2016) ARF, da Hobbico. O perfil de asa do “Avistar”, assim como o do “Arrow”, facilitam a execução de algumas manobras acrobáticas e torna o pouso mais preciso. Estes modelos são ideais para os econômicos motores da faixa de .40 polegadas cúbicas. Caso o principiante queira utilizar um motor de maior cilindrada como um .61 por exemplo, poderá optar por um “Hobbistar .60 MkIII” (HCAA 2125) outro excelente treinador ARF da Hobbico. Para o aeromodelista que já tenha experiência de montagem e gosta de construir existem dois excelentes kits da SIG; o “Kadet Senior” (SIG RC58) e o “Kadet Seniorita” (SIG RC60). Um tipo de aeromodelo antes fora de cogitação para os vôos iniciais do aprendiz era o asa baixa reprodução de um caça. Hoje, com cuidados especiais de projeto e aplicação de alguns dispositivos, pode-se fazer também a iniciação no vôo com um P-51 Mustang. Este modelo é o RTF (Pronto para Voar) “P-51 Mustang PTS” (HAN 2825) da Hangar 9 completo com rádio e motor instalados. O sistema PTS (Sistema Progressivo de Treinamento) permite que se utilize esse modelo para os vôos iniciais como um modelo “trainer” tradicional. Quando o aluno estiver habilitado, ele pode retirar os dispositivos que tornam o modelo “manso” e voar o P-51 Mustang como um modelo esporte acrobático semi-escala. O motor Para iniciar, um motor .40/.46 é a melhor escolha. Os motores Evolution Trainer Power System, e Evolution .46NT, são os mais econômicos. Para o funcionamento do motor é necessário adquirir a vela do tipo “glow”. Para os motores 40/46 as velas indicadas são as OS A3 ou OS nº 8. As revendas Diniz Esteves possuem as hélices Master Airscrew e APC nas medidas corretas para estes motores. O rádio controle O principiante pode começar com um rádio simples como o DX5e de 5 canais 2.4GHz da Spektrum para modelos esporte ou o DX6i de 6 canais, mais avançado. Todos com a tecnologia DSM2. Pensando mais a frente, um rádio como o DX7 de 7 canais 2.4GHz DSM2 computadorizado da Spektrum ou o X9303 de 9 canais da JR, acompanhará o aeromodelista na passagem para modelos mais complexos. Acessórios básicos indispensáveis Todo aeromodelista precisa ter uma caixa de campo para transportar e acondicionar os acessórios necessários para as sessões de vôos. Para funcionar o motor é preciso usar uma bateria de partida que se encaixa na vela para “acendê-la”. Vários tipos de bateria de partida são oferecidos pela Hangar 9 e Hobbico. Quando for instalar uma vela no motor, lubrifique a rosca e enrosque a vela cuidadosamente com a mão. Aperte moderadamente a vela usando uma chave de vela, nunca use alicate! O acionamento da hélice deve ser feito com um bastão de segurança para partida manual ou através de um “starter” elétrico para os motores com rolamento. Para evitar aborrecimentos, o aeromodelista deve usar um combustível de qualidade de acordo com as especificações constantes do manual do motor. Uma Bomba de combustível manual é usada para o abastecimento do aeromodelo. É importante que um filtro de combustível seja instalado na saída do tubo de abastecimento conectado à bomba. É muito importante também que seja usado um óleo “After Run” para manter o motor livre de corrosão. Ao término dos vôos, todo o combustível deve ser retirado do motor e aplicado o óleo “After Run” de acordo com as intruções. Temos os óleos: HCAP 3000 – Óleo After Run, 2 oz da Hobbico e o PT-31 – After Run – Óleo anti-corrosivo para motores glow – 30ml da ZAP. Outros Acessórios Aqui estão itens que são incrementos de alguns dos acessórios básicos e os substituem oferecendo maior conforto e facilidade de uso: A maleta HCAP 2010 – Maleta de alumínio para transporte de 1 rádio da Hobbico, protege seu transmissor contra choques, poeira, etc. O HCAP 2200 – Tubo retrátil p/ abastecimento é prático pois alcança o seu modelo à uma boa distância e se recolhe ocupando pouco espaço. A bomba de combustível elétrica é uma opção à bomba manual. Enche e esgota o tanque muito rapidamente: HCAP 3105 – Bomba de combustível 12V. Para conectar o tubo retrátil para abastecimento ao galão de combustível use as Conexões para instalação de mangueira ao galão de combustível DUBR 807 – “Quick Fill Fuel Cap” da DU-BRO. A não ser no caso de motores sem rolamento, o starter elétrico é a melhor opção para a partida rápida e segura dos motores. Para a maioria dos motores de 4 tempos a partida com uso do starter elétrico é obrigatória. Temos o HCAP 3200 – Starter .90 da Hobbico e o KAVA 111 – Starter com engrenagem planetária da Kavan. Para acionamento do starter é necessária uma bateria HCAP 0800 – Bateria 12V 7Amp. “Torque Master”. A bateria de campo “Torque Master” deve ser acondicionada na caixa de campo e ligada a um painel como o HCAP 0301 – Micro painel p/ caixa de campo. Este painel tem saída para bomba elétrica / starter e pode dispensar a bateria de partida, pois a vela é ligada à bateria de campo através do painél que pode inclusive controlar o “calor” da vela (mesmo assim é uma boa idéia ter também a bateria de partida como backup). Com estes equipamentos e a orientação do instrutor você estará pronto para iniciar seu aprendizado. Muito importante ! É fundamental que o principiante procure a ajuda de um instrutor capacitado. Não tente voar sozinho! Procure se informar nas lojas especializadas acerca dos clubes de aeromodelismo existentes em sua cidade. Nos clubes filiados à COBRA – Confederação Brasileira de Aeromodelismo, você terá condições de praticar o hobby com orientação adequada e segurança.

Dicas & Dúvidas

Por que voar aviões elétricos? Os aeromodelos elétricos de última geração vem causando uma verdadeira revolução no aeromodelismo, suprindo varias deficiências dos modelos tradicionais. * São mais resistentes a quedas e acidentes; * Não necessitam da nenhuma ferramenta especial, somente cola epoxi (ex: Z-poxy; araldite, etc); * São limpos, não poluem, nem sujam com óleo; * Possuem stall muito mais baixo (velocidade mínima que se mantém voando) que aviões convencionais, facilitando enormemente o pouso e a decolagem para iniciantes; * Não necessitam de combustível, que, além de caro é altamente tóxico; * São facilmente consertáveis no próprio local de voo (10 min); * Não necessitam de áreas preparadas para decolagem e pouso; * Seu equipamento de campo pode ser apenas o carregador, enquanto os modelos a combustão necessitam de starter 12V, starter de vela, bateria 12V, combustível, bomba de combustível, vela reserva, ferramentas, etc; * Os modelos slow/parkflyer (Cricket e Hawk, Falcon, Camel) voam em áreas muito pequenas; * Dependendo da bateria e modelo, passam de 50 minutos de voo; * Modelos em escala são muito realistas; * Os modelos para iniciantes não exigem experiência,sendo fáceis de montar; * Modelos multimotores agora são possíveis sem qualquer problema de assimetria nos motores. Algumas outras razões para as pessoas voarem aviões elétricos: * A possibilidade de voar em parques ou outras áreas ao ar livre sem perturbar a comunidade; * A sensação de voar algo novo; * O desejo de ter algo “diferente”; * A apreciação de um tipo de voo único; * E, principalmente, a preocupação de apenas voar e relaxar. É interessante esclarecer algumas duvidas: * Todos os modelos vem com motor e hélice. * Os motores que utilizamos atualmente, são os modelos “Brushless” (sem escova). Os motores brushless tem grandes vantagens sobre os anteriores pois são mais leves, tem mais torque e nenhuma area de contato entre as partes que causem desgastes prematuros. Isso quer dizer que esses motores tem uma longa vida útil, requerendo o único cuidado de utilizar a hélice correta para cada modelo. * Não estão incluidos nos kits (exceção dos combos) acessórios como speed control, bateria e carregador que são vendidos separados. * Todos os modelos utilizam a mesma bateria para o motor e servos/receptor, o speed control controla a quantidade de energia necessária para os servos, que sempre tem prioridade, ou seja, mesmo com os motores parados, ainda restam 5 minutos de energia necessária para acionar os servos. * Os motores tem aceleração proporcional (0% a 100%) podendo ser desligados e religados em voo. * O speed control é um pequeno circuito eletrônico microprocessado que controla várias funções no aeromodelo como voltagem, aceleração, servos, chave liga/desliga. Não é possível voar sem este acessório. Que tipo de equipamento eu necessito para voar ? AMX Falcon Tucano Fly 1 – AEROMODELO: Obviamente começamos pelo aeromodelo. Escolher o modelo correto é o mais importante para ter sucesso nos primeiros voos. Se você não tem experiência, deve iniciar com um avião que tenha características de um treinador, em outras palavras, um avião para iniciantes. Modelos treinadores são desenhados para terem um voo lento e estável, permitindo que o iniciante tenha tempo de criar os reflexos necessários para controlá-los. Isto é possível com modelos que tenham asa alta como o Fly, o Hawk e o Falcon. Por mais tentador que seja, não inicie por um modelo acrobático. Estes modelos podem parecer muito mais atraentes que um modelo para iniciantes, no entanto, exigem conhecimento e experiência para pilotá-los, não aceitando erros. 2 – SPEED CONTROL (Controlador de velocidade): Speed control É um circuito eletrônico micro processado que permite a aceleração proporcional (0% até 100%). O speed control funciona por pulsos, variando a quantidade de energia que é transferida da bateria para o motor, possibilitando aceleração proporcional conforme a posição do stick do rádio. Abaixo estão relacionadas algumas destas funções. Função BEC (battery eliminator circuit): esta função serve para alimentar o receptor e os servos sem a necessidade de uma bateria separada. Um circuito interno separa parte da voltagem da bateria de lipo, em torno de 5 volts, para alimentar o sistema. Função Auto Cut Off : como o sistema utiliza apenas uma bateria para motor e eletrônicos é importante não deixar que o motor esgote totalmente a bateria fazendo com que os comandos venham a falhar por falta de energia.Para que isto não aconteça, assim que ele detecta que a voltagem esta abaixo de determinado limite, o sistema corta progressivamente o motor avisando que esta na hora de pousar. Assim, mesmo que não tenha mais força para girar a hélice, você sempre terá uma reserva de energia (em torno de 5 minutos) para poder comandar o aeromodelo com segurança ate a pista. Função ON-OFF: esta função impede que o motor gire quando a bateria é conectada. Função BRAKE (Freio): a maioria dos speed control possui esta função, que permite frear a hélice quando cortamos a aceleração do motor para que este não toque o solo durante o pouso. Cada motor tem um consumo diferente, medido em kw/volts, tendo um consumo em amperes/hora de acordo com seu tamanho e helice utilizada, por isso necessitamos de speed controls com diferentes capacidades. Ex: um motor brushless de 1700 Kv[Rpm/V] ira consumir em torno de 4/13 amperes. Nesse caso, o ideal para ter uma margem de segurança é usar um speed control acima de 18 amperes e assim progressivamente. 3 – BATERIAS RECARREGÁVEIS: Bateria LiPo Atualmente são utilizadas apenas baterias de LIPO (lithium –polymer) que são ideais para o voo elétrico. Estas baterias tem praticamente o dobro da capacidade e metade do peso em comparação com as Nicad ou NiMH packs. Com estas baterias, os modelos atuais tiveram seu desempenho e tempo de voo radicalmente aumentados. No entanto, elas exigem mais cuidados durante a carga e descarga do que as baterias antigas, podendo facilmente danificar-se durante esse processo, exigindo assim um carregador especifico. As baterias de LiPo, normalmente utilizadas nos modelos são de 3S 11.1 volts (três laminas). Uma bateria tem sua capacidade determinada por mah/h, como se fossem litros de água em um reservatório, ou seja, quanto mais litros couberem, maior será sua capacidade. Num aeromodelo, nem sempre é possível colocar uma bateria de grande capacidade, pois seu peso e volume aumentam progressivamente. O fabricante, através de testes, determina o tamanho ideal que é indicado pela equação entre a motorização, área alar, peso, etc. Desta forma é determinado o tamanho ideal da bateria para o aeromodelo. As baterias utilizadas em nossos aeromodelos podem ter capacidades que variam de 1700mah até 5000 mah. As baterias de LiPo tem carregamento lento ( 1C) levando em torno de uma a uma hora e meia. Com certos cuidados um pack de bateria pode ser carregado e descarregado mais de 500 vezes. 4 – CARREGADOR INTELIGENTE (Peak Charger): Carregador Os mais indicados detectam automaticamente, através de um processador interno, a quantidade de carga a ser ministrada e em geral permitem carregar Nicad, Nimh e LiPo. Podem ser programados para diferentes capacidades de carga e permitem carregar packs de bateria de 2 a 6 células. Seu preço é um pouco mais alto porém garantem mais durabilidade para as baterias e seu custo se paga em médio prazo. 5 – MINI SERVOS: Quanto mais leves forem os modelos elétricos, menor será o consumo de bateria, por isso são utilizados mini servos. Embora os modelos aceitem receptores standard, o ideal é que você utilize um minireceptor. 6 – POSSO APRENDER A PILOTAR SOZINHO? Piloto Ao contrário do que a maioria poderá dizer, hoje se você escolher o modelo elétrico correto e seguir algumas sugestões , isto será perfeitamente possível. O mais importante é escolher um aeromodelo para iniciantes, geralmente Slowflyers (voo lento). Estes modelo são tão fáceis de pilotar que praticamente voam sozinhos e em poucas tentativas você será um expert e não um iniciante. Primeiro entenda como um aeroplano voa. Quando a asa se move para frente, o ar que passa por ela gera sustentação. Se o ar passa muito lento não há sustentação e ele cai (stoll). Então para voar, um avião necessita de ar passando com velocidade pela asa e isto é proporcionado pelo motor e pela hélice. A asa mantém esta sustentação enquanto continuar a se mover para a frente, numa curva, invertida ou fazendo acrobacias. O aeromodelo faz curvas inclinando a asa através de suas partes moveis chamadas ailerons. Se mantivermos estes comandos acionados, o aeromodelo tenderá a continuar seu movimento até conseguir um giro completo (tunneau). Não é desejável que isto ocorra com alguém que está iniciando pois levará à perda do controle do avião. Já num modelo com leme (parte móvel do estabilizador vertical), mesmo que se aplique todo o comando, o modelo não irá girar sobre o eixo, e uma vez liberado o comando, o modelo tenderá a se estabilizar. Por isto a maioria dos modelos utiliza o leme. Além disso, o leme é mais eficiente que os ailerons em baixa velocidade. Movendo o leme para esquerda ou direita consegue-se mudar a trajetória possibilitando fazer curvas. Para o aeromodelo subir, você tem que mover o profundor (a parte móvel do estabilizador horizontal) para cima,com isto, o ar que atua sobre esta superfície irá abaixar a cauda, obviamente levantando o bico do modelo. Quando o modelo sobe, tende a perder velocidade. Se continuarmos a manter a atuação do profundor ele perderá velocidade até quase parar, pois não passará mais ar em velocidade na asa, diminuindo sua sustentação e o aeromodelo cairá (stoll).Ao contrário, se movermos o profundor para baixo, o avião tenderá a ganhar velocidade entrando em mergulho. Por isto é muito importante não aplicar muito profundor, somente o necessário para mantê-lo estabilizado. Para fazer curvas em um aeromodelo, quando você aplica leme para esquerda ou direita, a frente do aeromodelo gira para o lado oposto, se você aplicar simultaneamente um pouco de profundor, ele fará as curvas. Ao induzirmos o aeromodelo na direção esquerda, por exemplo, ele tenderá a manter a curva enquanto a inclinação nesta direção for mantida. Para impedir que o aeromodelo continue a fazer a curva você tem que manter o stick do radio em posição neutra e aplicar ligeiros e pequenos comandos na direção oposta até a asa nivelar e a curva cessar. Os aeromodelos treinadores são construídos de forma a praticamente se auto estabilizarem, assim, basta liberar o stick por alguns segundos e ele tenderá a se estabilizar. Por isto a escolha do primeiro modelo é importante! Não tente iniciar com modelos asa baixa ou acrobáticos pois são muito ariscos (nervosos), usam ailerons e sua resposta aos comandos é muito rápida. A melhor escolha são modelos como o Fly, Falcon ou Hawk, que tendem a voar praticamente sozinhos e darão o tempo necessário para você pensar nos comandos corretos ao fazer curvas ou subir e descer. Aplique os comandos gradativamente, e somente o necessário, a tendência do iniciante é dar excesso de comandos quando muitas vezes só um pequeno comando e necessário. Para obter sucesso nas primeiras tentativas, o balanceamento do aeromodelo é muito importante. Siga corretamente as instruções durante a montagem e cheque o centro de gravidade (CG) a cada voo. Lembre-se que, no caso dos aviões elétricos, o posicionamento da bateria determina o CG e cada vez que esta for trocada para um novo voo, deve ser colocada na mesma posição. Dica: Faça uma marca com uma caneta no local da sede da bateria e você sempre saberá o local correto de fixação, sem alterar o balanceamento. Instruções iniciais de voo: É muito importante que seu primeiro voo seja feito sem vento, para não complicar as correções quando estas tiverem que ser feitas. Quando lançar o aeromodelo manualmente (HAND LAUNCH) faça-o com alguma força, porem mantenha-o nivelado, SEMPRE CONTRA O VENTO, com potência máxima no acelerador. Aplique profundor aos poucos para que ele continue subindo porém sem colocá-lo com o bico muito alto. Deixe o aeromodelo seguir adiante sempre subindo até atingir uns 20 metros de altitude. Corte o motor (não tente fazer curvas), apenas mantenha o aeromodelo alinhado, nivele- o (neste ponto você terá que voá-lo como um planador), aplique um pouco de profundor para que ele desça e controle sua altitude mantendo o bico baixo para que ele mantenha uma velocidade mínima. Quando estiver quase tocando o solo, aplique um pouco de profundor para cima e ele entrará em stoll tocando o solo levemente. Repita esta manobra várias vezes até ter total controle dos comandos, nesta fase você terá aprendido a decolar e pousar com segurança. Aprendendo a fazer curvas: Repita a mesma manobra inicial, porém quando atingir a altitude para iniciar o pouso aplique ligeiramente o leme para esquerda e mantenha o comando até estar próximo ao solo. Você fará um pouso como os anteriores porem dessa vez o avião se deslocará para a esquerda, treine varias vezes esta manobra e a seguir tente para a direita. Quando você já souber decolar, pousar e fazer curvas para ambos os lados, está pronto para o primeiro solo: Escolha uma área bem grande, decole como anteriormente, só que desta vez deixe o aeromodelo subir um pouco mais alto, (não tente fazer curvas) diminua um pouco o motor assim que ele atingir uma altitude segura (cerca de 50 metros). Faca as curvas como anteriormente, procurando acompanhar ligeiramente com o rádio. Imagine que está dentro do aeromodelo para não perder a noção de esquerda e direita, procure não se posicionar totalmente de frente para o aeromodelo, faça uma grande oval, tente um ou dois circuitos e, a seguir, quando estiver iniciando o segundo circuito, corte o motor e deixe-o planar até o final da pista ou gramado. Pratique curvas gentilmente sem muito comando, coloque leme e profundor no mesmo stick pois isto facilita muito na hora de comandar. Se o aeromodelo parar no ar, aplique um pouco de profundor e ele voltará a ganhar velocidade novamente. Não tente fazer curvas quando estiver muito baixo. Não tente pousar a qualquer custo num lugar especifico, deixe-o planar e perder velocidade, quanto maior for o campo disponível para seu primeiro voo, maior serão suas chances de sucesso.

aeromodelismo e sua arte

O Aeromodelismo é a arte de planejar e edificar aeromodelos – miniaturas de aeronaves utilizadas com objetivos experimentais, esportivos ou recreativos. Esta atividade envolve a manipulação e a manobra destes objetos de pequena dimensão – aviões, balões, foguetes, entre outros -, construídos pelos aeromodelistas. O Homem sempre acalentou o sonho de voar, invejoso do sucesso dos pássaros. As tentativas de alcançar esta meta são, portanto, bem anteriores ao século XIX, embora não existam comprovações concretas desta prática. A experiência mais recente é a do francês Alphonse Penaud que, em 1870, criou o motor a elástico, evento contemporâneo do aparecimento e da consolidação dos fundamentos teóricos iniciais que impulsionaram o nascimento da aviação. Mas é em princípios do século XX que o Aeromodelismo se aprimora e se estrutura, particularmente como um hobby, aproveitando os recursos oferecidos pelo desenvolvimento tecnológico que marcou este momento. Com certeza as inovações próprias do campo do sistema de navegação aérea determinaram o incremento da construção de novos protótipos de naves, revelando o quanto estas duas práticas se interconectam, refletindo uma sobre a outra. Atualmente esta prática encontra-se amplamente disseminada e estruturada. A Confederação Brasileira de Aeromodelismo, ou COBRA, foi instituída em 1959, está sediada em São Paulo e congrega os clubes e os agrupamentos que se devotam ao exercício desta prática em todos os recantos do país. Anteriormente conhecida como Associação Brasileira de Aeromodelismo (ABA), ela é oficialmente aceita pelo Departamento de Aviação Civil do MInistério da Defesa e pelo Conselho Nacional de Desportos do Ministério do Esporte, como instituição suprema na coordenação desta atividade no Brasil. Há inclusive um local próprio para o pouso e a decolagem dos aeromodelos, o aeromodelódromo, munido até mesmo de uma certa infra-estrutura. Há diversos tipos de Aeromodelismo, entre eles o VCC – no qual os objetos voadores movem-se no ar de forma circular, dominados pelo aeromodelista através da manipulação de cabos -; o Vôo Livre – a miniatura, após ser impulsionada, não é mais controlada pelo praticante; ela pode ser provida de motor, elástico ou ser desprovida de propulsão particular -; e o Rádio Controlado ou RC, submetido ao seu condutor através de um rádio de controle remoto. Hoje a modalidade mais generalizada é a do Rádio Controlado, que conforme a espécie de motor nela utilizada pode ser classificada como Aeromodelos com motores a explosão ou movidos a combustão interna, os quais podem atingir tamanhos acima dos 50% das proporções de um avião real; e Aeromodelos com motores elétricos, que se valem dos recursos tecnológicos mais avançados, e detêm o potencial de alcançar o porte e o peso mais diminutos. Estes modelos elétricos possibilitam igualmente um som mais reduzido, a edificação de aeronaves com muita perspicácia na escala visual, a elaboração de miniaturas multimotores, ou seja, bimotores, trimotores, quadrimotores, entre outros. Estas características potencializam aterrissagens mais vagarosas, vôos em recintos fechados ou amplamente abertos, como os parques. Hoje há protótipos de aeronaves para todos os bolsos, desejos e probabilidades.

informações e Dicas

1º - Interferências: Por mais que se tente, com a tecnologia atual, não é possivel evitar as interferências, seja no mundo civil ou militar ...